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Preso por corrupção, ex-prefeito de Fátima do Sul ficará em presídio separado

Júnior Vasconcelos é policial civil e ficará no Presídio Militar
Gabriel Maymone -
Ex-prefeito de Fátima do Sul Júnior Vasconcelos. (Reprodução, Redes Sociais)

O ex-prefeito de Eronivaldo da Silva Vasconelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, foi encaminhado ao Presídio Militar. Ele é um dos presos na Operação Gutenberg, do Gaeco, contra esquema que desviou R$ 27 milhões em recursos públicos de cidades de Mato Grosso do Sul.

Conforme determinado pela Justiça em audiência de custódia, na manhã desta quinta-feira (9), o ex-prefeito deverá ser encaminhado ao Presídio Militar, separado de outros presos, pelo fato dele ser um policial civil.

Júnior Vasconcelos é escrivão e foi afastado do cargo nesta quinta-feira, conforme publicado em Diário Oficial. Na portaria da CGPC, foi detalhado que Júnior ficará afastado pelo prazo em que perdurar sua prisão. Também foi determinado o recolhimento da arma, carteira funcional e demais pertences do patrimônio público destinados ao escrivão.

À reportagem, o advogado de Eronivaldo, João Paulo Calves, disse que vai fazer o pedido de liberdade de seu cliente no processo. “Temos uma linha de defesa, mas eu não posso comentar muito sobre o fato, porque está em segredo de Justiça absoluto”, informou.

Na quarta-feira (8), a vice-prefeita de Fátima do Sul, Silvana Vasconcelos (PSDB), divulgou uma nota sobre a prisão do irmão.

Como irmã, este é naturalmente um momento delicado para nossa família. No entanto, acredito que todos os fatos devem ser devidamente esclarecidos pelas autoridades competentes, garantindo sempre o direito à ampla defesa e ao contraditório”, publicou Silvana nas redes sociais.

Justiça mantém prisão de envolvidos em desvios de R$ 27 milhões

Gaeco apreendeu mais de R$ 70 mil em espécie. (Divulgação, Gaeco)

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Todos os presos na Operação Gutenberg passaram por audiência de custódia e permanecerão presos, sendo encaminhados aos respectivos presídios.

Somente as defesas de Rossana Paroschi Jafar e Jessyca Duarte Bugartt pediram prisão domiciliar, mas tiveram solicitação negada.

Confira os presos na Operação Gutenberg:

  • Rossana Paroschi Jafar – dentista e dona de gráfica;
  • Olívia Paroschi Jafar – médica e dona da Clínica Ross, que também foi alvo;
  • Felipe Paroschi Jafar – ex-comissionado na Agesul e filho de Rossana Jafar;
  • Ed Carlo Britto Burgatt – ex-chefe da regulação de saúde do Estado (Core);
  • Jéssyca Duarte Burgatt – filha de Ed e dona da Capital Saúde;
  • Joatan Gomes Peixoto – empresário;
  • Matheus Oliveira Peixoto – empresário;
  • Francisco Anízio dos Santos – empresário;
  • Douglas Henrique de Melo – empresário;
  • Paulo Rogério de Melo – empresário e pai de Douglas;
  • Gabriel Taquino de Paula – advogado;
  • Eronivaldo da Silva Vasconcelos Junior, o Junior Vasconcelos – ex-prefeito de Fátima do Sul e escrivão da Polícia Civil.

O Gaeco cumpriu 16 mandados de prisão e 43 de busca e apreensão, para desmantelar esquema que fazia da Central Estadual de Regulação um ‘balcão de negócios’.

A Operação Gutenberg visa combater organização criminosa acusada de fraude em licitações, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros crimes. O grupo agia em Campo Grande e tinha atuação espalhada em outras cidades do Estado.

O nome da operação, “Gutenberg”, faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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