Alvo da Operação Dirty Pix e afastado de suas funções na Câmara Municipal de Sidrolândia, o vereador Cledinaldo Cotócio (PSDB) utilizou suas redes sociais para se pronunciar sobre as acusações de envolvimento em um esquema de corrupção.
Em vídeo divulgado após ter acesso aos autos, o parlamentar confirmou o recebimento de diversas transferências financeiras, mas justificou que os valores eram pedidos de ajuda direcionados a grandes empresários para assistir famílias carentes do município.
“Sabe por que eu fui afastado? Por causa de vários Pix que recebi no decorrer do meu período de vida política. Eu sempre pedi ajuda para ajudar as pessoas. Porque tem gente que tem muito e tem gente que não tem nada”, declarou Cledinaldo.
Segundo o vereador, o dinheiro arrecadado foi utilizado para cobrir lacunas deixadas pelo Poder Público, como financiamento da compra de telhas para casas em más condições, construções de moradias e custeio de cirurgias. Ele negou qualquer participação no esquema que desviou R$ 18 milhões do Hospital Municipal Elmíria Silvério Barbosa.
“Nunca participei de organização nenhuma para desviar dinheiro, seja de saúde, seja de educação, seja do que for. […] Eu não fiz nada de errado, não organizei, não faço parte de organização nenhuma de desvio de dinheiro público. Mas, de Pix, vocês podem ter certeza, isso eu pedi várias vezes”, enfatizou.
Avanço da Operação Dirty Pix
O afastamento de Cledinaldo foi determinado pela juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias, por um prazo inicial de 180 dias.
A medida cautelar atingiu também os vereadores Adavilton Brandão (MDB) e Izaqueu Diniz (PSD), o ex-vereador Gabardo (Republicanos), além dos secretários municipais Enelvo Júnior (Desenvolvimento Econômico) e Cleyton Teixeira (Agricultura).
Deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), a investigação apura desvios de verbas que deveriam ser destinadas à aquisição de equipamentos médicos, materiais hospitalares, compra de uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva) móvel e reformas no hospital da cidade.
Segundo os investigadores, os recursos desviados eram distribuídos em contas de agentes públicos e intermediários.
A operação cumpriu 25 mandados de busca e apreensão e resultou na prisão preventiva de três pessoas: o diretor-presidente do hospital, Jacob Breure, a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e o ex-assessor político Júlio César Alves da Silva.
A Prefeitura de Sidrolândia e a Câmara Municipal ainda não se manifestaram oficialmente sobre os afastamentos e o andamento das investigações.
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(Revisão: Nichole Munaro)






