A busca por economia no dia a dia tem levado motoristas de aplicativo e taxistas a considerar os veículos 100% elétricos, como alternativa aos modelos movidos a combustão. Em Campo Grande, a expansão dos pontos de recarga e as possibilidades de financiamento ampliam o interesse pela tecnologia, principalmente, entre profissionais que passam várias horas por dia nas ruas e dependem do carro para garantir a renda.
O Grupo Raviera, responsável pela operação da marca BYD na Capital, aposta na orientação dos consumidores para esclarecer dúvidas e apresentar, com números reais, as diferenças entre os dois modelos de mobilidade. Atualmente, o grupo conta com lojas na Avenida Zahran e Coronel Antonino e ainda prepara a abertura de uma terceira unidade, na Avenida Ceará, em conjunto com a Denza, marca de veículos de luxo.
Segundo Lino Leal, gerente de vendas BYD Raviera, o objetivo é aproximar os clientes da tecnologia e desmistificar questões relacionadas à segurança, ao carregamento das baterias e aos custos de manutenção.
“Nós realizamos apontamos e fica claro que a economia pode ultrapassar 75% no custo por quilômetro. Enquanto um carro a combustão pode custar cerca de R$ 0,52 por quilômetro rodado, um modelo elétrico pode apresentar custo aproximado de R$ 0,12, considerando a recarga pela rede elétrica”, explicou o gerente.


Na prática, quem percorre 100 quilômetros por dia, constata que a diferença pode representar uma despesa de R$ 52 com combustível contra R$ 12 com energia elétrica. Ou seja, a economia estimada supera 75%.
Lino ainda amplia o raciocínio, considerando um percurso de 1,5 mil quilômetros por mês. Sendo assim, o gasto mensal de R$ 600 com combustível cai para em torno de R$ 180. Nesse cenário, a diferença mensal seria de R$ 420, ou R$ 5.040 ao longo de um ano.
A economia pode ser ainda maior para quem possui sistema de geração de energia solar em casa, dependendo da capacidade instalada, do excedente disponível e das regras de compensação de energia.
Menos manutenção e intervalos maiores entre revisões
Além do consumo de energia, os custos de manutenção são apontados como outro diferencial dos veículos elétricos. Por não utilizarem componentes como óleo lubrificante do motor e correias associadas ao funcionamento de motores a combustão, esses modelos dispensam algumas manutenções periódicas tradicionais.
Para exemplificar, o gerente demonstra determinados modelos elétricos da BYD e diz que a primeira revisão é prevista para 20 mil quilômetros, com custo estimado de R$ 360. O intervalo e o preço, no entanto, dependem das especificações de cada veículo e das orientações do fabricante.
As pastilhas de freio também podem apresentar maior durabilidade nos carros elétricos, devido ao sistema de frenagem regenerativa, que utiliza parte da desaceleração para recuperar energia e reduzir o desgaste dos freios convencionais.
Move Brasil: programa garante rentabilidade para motoristas de aplicativo




Para quem trabalha com transporte por aplicativo, a redução das despesas operacionais pode significar uma parcela maior da renda disponível. A concessionária relata que muitos motoristas chegam às lojas após pesquisar as condições de financiamento e comparar os custos de manter um veículo a combustão.
Ainda durante a entrevista, o gerente apontou que um profissional que fatura R$ 400 por dia pode alcançar R$ 12 mil em receitas brutas ao longo de 30 dias de trabalho. Se o custo de recarga elétrica ficar próximo de R$ 12 por dia, a despesa mensal com energia será de aproximadamente R$ 360.
Outro ponto abordado é o acesso ao crédito para a compra de veículos. “O programa federal Move Brasil tem essa possibilidade de financiamento para estes profissionais, com condições sujeitas aos critérios da iniciativa e das instituições financeiras participantes. É uma facilidade, já chegamos a ter pessoas dormindo aqui na porta”, relembrou.
O gerente e um motorista de aplicativo que já usou o financiamento da Move Brasil explica o processo: primeiro é necessário fazer a inscrição do interessado e a verificação de sua elegibilidade. Em seguida, ocorre uma análise de crédito para obter aprovação da instituição financeira antes de concluir a compra.
Rede de recarga cresce em Campo Grande

Outro ponto interessante é que Campo Grande passou de poucos carregadores para mais de 40 pontos de recarga, distribuídos por diferentes regiões da cidade.
A infraestrutura inclui equipamentos de potências variadas, instalados em estabelecimentos comerciais e outros locais de acesso público. O tempo necessário para recarregar o veículo depende da capacidade da bateria, da potência do carregador e do limite de recebimento de energia do próprio automóvel.
Enquanto os carregadores rápidos podem permitir recargas parciais em períodos menores, equipamentos mais lentos são encontrados em locais onde o motorista pode aproveitar o tempo para fazer compras, tomar um café ou realizar outras atividades.
Modelos atendem diferentes perfis de consumidores
De acordo com a concessionária, modelos como o BYD Dolphin Mini e o BYD Dolphin estão entre as opções procuradas por motoristas de aplicativo. A escolha depende de fatores como autonomia, espaço interno, conforto, categoria aceita pelas plataformas e investimento disponível.
Além dos profissionais do transporte, a mobilidade elétrica pode atender famílias que procuram um segundo veículo para deslocamentos urbanos, como levar os filhos à escola, ir ao trabalho e realizar tarefas cotidianas.
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