Enquanto o Estado do Rio de Janeiro entra em alerta para o aumento no número de casos confirmados de mpox, Mato Grosso do Sul segue sem nenhum caso confirmado ou suspeito da doença este ano. O estado carioca contabilizou 269 casos confirmados de mpox até terça-feira (3). O número é mais que o dobro do registrado no ano anterior, quando foram contabilizadas 119 pessoas diagnosticadas com a doença.
Conforme o painel da SES-MS (Secretaria Estadual de Saúde de MS), Mato Grosso do Sul soma 12 notificações, porém todos os casos foram descartados. Em 2025, foram contabilizadas 67 notificações, 11 casos confirmados e 55 descartados.
Casos no RJ
Embora tenha havido um aumento expressivo no número de casos da doença no Rio de Janeiro, o Estado não registrou mortes por mpox em nenhum dos períodos (2025 e 2026), segundo apurado com a SES-RJ (Secretaria Estadual de Saúde do RJ), pelo Estadão.
A pasta informou que a Vigilância Epidemiológica identificou um aumento recente dos casos e que acompanha a evolução do cenário. Na capital, o painel EpiRio registrava 196 casos confirmados em 2026 até terça-feira (3), contra 94 em todo o ano passado. Não há óbitos registrados nos dois períodos.
Questionada sobre um possível reforço da vacinação diante do aumento de casos, a SES-RJ respondeu que a medida compete ao Ministério da Saúde.
Como se prevenir?
A mpox é uma doença viral transmitida principalmente pelo contato próximo com pessoas infectadas, a partir de lesões na pele, fluidos corporais e secreções respiratórias. Objetos contaminados, como roupas e lençóis, também podem favorecer a transmissão.
A recomendação do Ministério da Saúde é evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença e, no caso da necessidade de contato, utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.
Conforme o órgão, pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato e não compartilhar objetos até o término do período de transmissão. Lavar regularmente as mãos com água e sabão ou utilizar álcool em gel auxilia na prevenção. Também é importante higienizar adequadamente superfícies contaminadas, roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais.
Todas as pessoas com sintomas compatíveis de mpox devem procurar uma unidade básica de saúde imediatamente e adotar as medidas de prevenção.
Os sintomas incluem:
- Erupções cutâneas ou lesões de pele;
- Linfonodos inchados (ínguas);
- Febre;
- Dor de cabeça;
- Dores no corpo;
- Calafrio;
- Fraqueza.
Vacinação
No Brasil, a imunização contra mpox foi iniciada em 2023, após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) liberar o uso provisório de um imunizante conhecido como Jynneos ou Imvanex, produzido pela farmacêutica Bavarian Nordic.
No Brasil, podem se vacinar:
- Pessoas entre 18 e 49 anos que vivem com HIV/aids e profissionais que atuam diretamente em contato com o vírus em laboratórios;
- Pessoas com mais de 18 anos que foram expostas ao vírus mpox por contato direto ou indireto com fluidos e secreções de uma pessoa contaminada;
- Caso haja vacina disponível na rede, a imunização pode ser indicada também para indivíduos em situação de PrEP (profilaxia pré-exposição) ao HIV.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)






