Diante da alta procura por emagrecedores na fronteira com o Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu alerta, afirmando que a retatrutida, encontrada no Paraguai, não está aprovada em nenhum lugar do mundo. A fórmula está em fase experimental, em análise de pesquisa.
Como os testes ainda não foram concluídos, o produto ainda não está aprovado para venda em nenhuma região do mundo. A empresa que comanda os estudos ainda não chegou a solicitar o registro do medicamento à Anvisa e, mesmo assim, a fórmula tem sido oferecida por sites irregulares na internet e apreendida nas fronteiras brasileiras como contrabando.
Testes rigorosos
Conforme a Agência de Vigilância Sanitária, todos os medicamentos, em regra, precisam percorrer um longo caminho, que inclui estudos pré-clínicos e clínicos, com testes rigorosos. O roteiro traz todos os elementos para evitar potenciais problemas à saúde de quem utiliza o produto e garantir que todos os efeitos sejam avaliados.
É preciso determinar, por exemplo, as doses adequadas, estabelecer os possíveis efeitos adversos, os riscos de interação com outros medicamentos, além de alertas que podem indicar a necessidade de interrupção do tratamento.
Quando um produto chega ao mercado sem passar por esse processo, que comprova cientificamente sua eficácia e segurança, não existe qualquer garantia. A primeira questão é: qual substância está presente no medicamento? Sem bula, também não é possível saber a dose adequada a cada paciente, nem as condições em que ele deve ser acondicionado e em que prazo deve ser consumido após ser aberto.
Riscos
Tomar um medicamento sem registro e ainda em fase de testes envolve riscos significativos, principalmente pela falta de evidências sólidas sobre sua segurança, eficácia e qualidade. Nessas condições, não há garantias de que os benefícios esperados superem os possíveis danos.
Entre os principais riscos, estão: a ocorrência de efeitos adversos ainda desconhecidos, a ausência de comprovação de eficácia, a incerteza sobre a dose segura e efetiva e possíveis falhas nos processos de fabricação e controle de qualidade. Sem fiscalização regulatória adequada, podem ocorrer contaminações, impurezas, variações entre lotes e problemas de armazenamento.
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