A Avenida Paulista foi tomada por apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca reeleição, neste domingo (11). Movimentos sociais, entidades estudantis, artistas, lideranças políticas, aliados e apoiadores se uniram para somar quase um milhão de pessoas, segundo os organizadores. Ainda não há contagem definitiva.
Lula realizou discurso focado nas 33,4 milhões de pessoas que não foram às urnas. O presidente discursou para que os apoiadores conversem com as pessoas que não votaram no primeiro turno. Com apelo específico as pessoas com mais de 70 anos.
“Nós tivemos quase 30 milhões de pessoas que não foram votar. Muita gente que tem acima de 70 anos não foi votar porque a lei não exige que vote. Entre abstenção e pessoas que não foram votar, são 30 milhões. Nós temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não têm mais direito de votar. Porque, se essa pessoa não quer votar por ela, tem filho, tem filha, tem neto, tem bisnetos e tem a pátria dela para cuidar. Portanto, temos que convencer as pessoas”, afirmou.
A concentração iniciou por volta das 11h (horário de Brasília), na região do Masp (Museu de Arte de São Paulo). Entidades ligadas à educação, ciência e tecnologia divulgaram carta conjunta em defesa da educação, ciência e democracia.
O mega ato contou com a organização da UNE (União Nacional dos Estudantes). Os representantes de diversos setores da sociedade civil estendiam bandeiras partidárias e faixas em defesa da democracia, da educação pública, do Bolsa Família e fim da escala 6×1.
A articulação também foi feita pela ANPG (Associação Nacional de Pós-Graduandos), pela Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas), pela SPBC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) e pela ABC (Academia Brasileira de Ciências).
Entre as autoridades estavam o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), o ex-ministro Fernando Haddad (PT), o ministro Guilherme Boulos (Psol) e os governadores reeleitos no nordeste, Elmano de Freitas (PT), no Ceará, Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia e Rafael Fonteles (PT), no Piauí.
Lula comentou sobre a decisão do presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques de tirar do ar o canal “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). “Eu acho um absurdo. Acho que nossos advogados vão ter que entrar com pedido de explicação”, ressaltou.
O presidente ainda disse que estava “desconfiado do comportamento da corte eleitoral” e afirmou qu a campanha não irá aceitar “intromissão indevida da Justiça Eleitoral”.
*Com informações do g1 e do Brasil 247
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