A senadora Damares Alves (Republicanos) afirmou que não vai mais colaborar com o plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão ocorre após a crise entre o filho e a esposa de Jair Bolsonaro, Michelle, que, no dia 24 de junho, expôs racha político e familiar com o enteado e a cúpula do PL em vídeo publicado no Instagram.
Damares esteve ao lado da ex-primeira-dama após as denúncias contra o pré-candidato à Presidência do PL. Em razão disso, foi alvo de ataques de aliados de Flávio.
Ao Metrópoles, Damares diz que já fez o que era preciso. “Já fiz o que era preciso no primeiro momento. Depois a gente volta a ajudar no governo de transição”, afirmou Damares.
A senadora teria sido escalada para colaborar com a área de direitos humanos no plano de governo de Flávio. Ela cita ter sido “atacada diretamente” por integrantes da direita e desconversou sobre possível distanciamento com o filho de Jair Bolsonaro. “Ele está correndo”, afirmou ao colunista Igor Gadelha.
No início de julho, durante reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado, da qual é presidente, Damares disse ter sido alvo de ataques misóginos, que superaram o campo político e implicaram a segurança familiar da senadora.
“Essa semana, eu tenho sido vítima dos mais terríveis ataques (…) Disseram que vão matar minha filha. Inclusive, eles fazem imagens de como vão matar a minha filha. A minha filha é uma menina indígena. Eu sou mãe de uma menina indígena. E eles simulam imagens que estão empalando a minha filha, que estão decapitando ela. É uma violência política que a gente não consegue imaginar”, afirmou na ocasião.
Quando Michelle Bolsonaro foi às redes para denunciar Flávio por tê-la maltratado, Damares saiu em defesa da amiga e disse que críticos à ex-primeira-dama chegaram a suspeitar da paternidade da filha mais nova do casal.
“Vocês não têm ideia do que fizeram com a Michelle Bolsonaro nesses últimos dias. As imagens, inteligência artificial, a manipulação de imagens. Mas atacaram a filha dela também. Duvidam, inclusive, de que a menina seja filha do ex-presidente da República”, disse.
Dias após a crise, Michelle deixou a presidência do PL Mulher. Evento do braço feminino na legenda bolsonarista com Flávio Bolsonaro foi marcado pela ausência da senadora, ex-ministra de Jair.
🔵 Receba notícias de Política no seu WhatsApp
Participe do grupo de Política do Jornal Midiamax no WhatsApp e receba informações diárias de tudo o que acontece na política de Mato Grosso do Sul.
✅ Clique aqui para participar
(Revisão: Nichole Munaro)




