A campanha do presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), informou, nesta quarta-feira (21), que o presidente não irá se opor às condições impostas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para abrir os próprios sigilos bancários e telefônicos.
Uma das exigências consiste na divulgação de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência. Segundo a campanha petista, Marcola também aceitou a proposta.
O anúncio foi feito pelo senador e porta-voz da campanha de Lula, Camilo Santana (PT-CE), durante uma entrevista ao QG da candidatura, no Lago Sul, em Brasília. Junto ao porta-voz estavam o ministro da Secom (Secretaria de Comunicação Social) Sidônio Palmeira, e o ministro da SGPR (Secretária-Geral da Presidência da República), Guilherme Boulos.
Camilo ainda cobrou Flávio durante a entrevista. O porta-voz disse que o senador também deve cumprir todas as solicitações apresentadas por Lula ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Uma delas está ligada a Alcazar Holdings, uma offshore ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio e investigado pela PF (Polícia Federal) por suspeita de lavagem de dinheiro. Segundo documentos encontrados pela PF, o candidato pelo PL foi cadastrado como “usuário master” da conta bancária da empresa, o que da indícios de uma possível participação econômica na companhia, segundo a investigação.
O grupo de Lula informou que pretende protocolar uma resposta ao pedido do senador na quinta-feira (22), às 11h (horário de Brasília). O prazo também servirá para que o adversário autorize a abertura de dados solicitados pelo presidente.
Exigências de Flávio
Na petição endereçada ao TSE, o senador faz as seguintes exigências para o levantamento de dados sigilosos:
- Empresas de familiares e sócios: abertura de contas e sigilos de empresas ligadas a familiares do presidente, incluindo sociedades de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, negócios recentes no exterior e da empresa L.I.L.S.
- Caso Master: divulgação de registros de visitantes e planos de voo ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro, além de registros da reunião mantida entre Lula e Vorcaro em dezembro de 2024.
- INSS: esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger e quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.
- Sigilos do passado e de assessores próximos: quebra de sigilo de assessores, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, ex-chefe de gabinete.
- Cartão corporativo: abertura de todos os gastos do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023, além de agendas da primeira-dama, Janja.
*Com informações do poder360
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