O Ministério da Saúde reforçou o alerta para os riscos do sarampo no Brasil na terça-feira (6). O aviso ocorre após o avanço do vírus nos Estados Unidos, que registraram o maior número anual de casos em mais de 35 anos, além de outros países das Américas, conforme o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças). Mais de 90% dos casos nos EUA são de pessoas não vacinadas contra a doença.
Apesar do risco, o Brasil ainda controla a situação com ações de vacinação e vigilância, segundo o Ministério da Saúde. Em nota, o órgão informou que foram registrados 52 casos importados no país até o dia 5 de outubro, a maioria em São Paulo (SP), que contabilizou 41 casos, além de dez no Amazonas (AM) e um no Rio de Janeiro (RJ).
O Brasil, mesmo com os novos casos, continua livre da circulação endêmica do sarampo desde novembro de 2024, conforme certificação da Opas (Organização Pan-Americana da Saúde). Em 2019, foram registrados mais de 20 mil casos devido à baixa cobertura vacinal no país.
A partir de 2023, a cobertura vacinal infantil aumentou, e o número de crianças não vacinadas caiu 86%, conforme dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). O Ministério da Saúde informou que, em 2025, a cobertura da primeira dose da tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, chegou a 93,10% no Brasil.
Ações de vacinação contra sarampo
Segundo a nota, foram realizadas quatro grandes mobilizações de vacinação em 2026. Mais de 3,8 milhões de doses foram aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas. A vacinação consiste na principal forma de prevenção do sarampo e é oferecida gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
O Ministério da Saúde também afirmou que reforçou a resposta na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru após a confirmação de casos importados. As ações incluem vacinação, busca ativa, investigação de casos suspeitos, coleta de amostras, identificação e acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal. As medidas contaram com o apoio de equipes federais da região.
O órgão alerta, ainda, que quem tem doses da vacina contra o sarampo em atraso deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta, conforme recomendações do Programa Nacional de Imunizações.
O ministério também comunica que manter as coberturas de vacina em alta e a vigilância ativa dos casos é o que protege a população e impede que casos importados voltem a causar circulação sustentada do vírus no país.
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(Revisão: Nichole Munaro)







