O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) afirmou, nesta sexta-feira (23), que não há decisão da Justiça Eleitoral que determine a retirada do ar de canais de políticos do WhatsApp. O tribunal também pediu que as plataformas digitais adotem as mesmas regras e medidas em relação às campanhas para o segundo turno, no próximo domingo (25).
Segundo informações do blog da Natuza Nery, no G1, integrantes da campanha do presidente Lula (PT) teriam recebido, nesta manhã, a informação de que o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, poderia retirar do ar o canal “Exército do Lula” às 18h desta sexta.
Ainda na manhã desta sexta (23), os ministros do TSE responsáveis pela área de propaganda eleitoral se reuniram com representantes da Meta. Segundo o tribunal, foram discutidas providências para o atendimento da legislação eleitoral.
Meta deve enviar relatório
Na quinta-feira (22), o presidente do TSE deu um prazo de 24 horas para que a Meta envie um relatório detalhado sobre o funcionamento do canal “Exército do Lula”. A determinação atende a um pedido da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) que acusa o grupo de promover ações coordenadas nas redes sociais.
A empresa precisará informar se houve sincronização de atividades, eventual amplificação artificial de publicações e replicação de conteúdos. O canal já foi alvo de duas ordens de suspensão de Nunes Marques.
Na primeira vez, a decisão foi revertida pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva. Dois dias depois, Nunes Marques suspendeu novamente o canal, mas a campanha de Lula oficializou o canal no TSE, que permitiu o restabelecimento da plataforma.
*Com informações do G1.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








