No fim de semana em que se comemora o Dia do Pedestre, no dia 8 de agosto, Mato Grosso do Sul registrou quatro mortes no trânsito, sendo uma por atropelamento e três por acidente. Um dos que mais ganharam repercussão foi o atropelamento de Luciano Berbert Mariano, de 54 anos, que morreu após ser atropelado por um carro na madrugada de sábado (8), no bairro Estrela do Sul.
Nas ruas de Campo Grande, motoristas, motociclistas e pedestres compartilham da opinião de que muitos desses acidentes poderiam ser reduzidos ou até mesmo evitados se houvesse maior atenção no trânsito.
O Jornal Midiamax conversou com alguns personagens da vida real que enfrentam esse problema diário pelas ruas da Capital.
Na região central, encontramos a escritora aposentada Rosaura Ferreira de Oliveira, que acredita na educação no trânsito e em punições mais sérias para resolver parte dos problemas relacionados a acidentes, principalmente os casos de atropelamento.
“Falando sério, uma educação com punição mais séria para quem não cumprir as regras. Você sabe que a maioria dos motoristas não obedece. Fica muito difícil. Às vezes ele atropela, foge e aparece depois do tempo de flagrante. Eu vejo isso, estou sempre aqui no centro, é um em 100 motoristas que param pra gente atravessar”, conta a escritora.

Essa opinião é compartilhada pela advogada Vera Vasconcelos, que precisa do auxílio de um andador para se locomover devido a um problema no joelho. Durante a conversa, a reportagem a acompanhou na travessia dela no cruzamento entre a Avenida Afonso Pena e a Rua 14 de Julho, no Centro de Campo Grande.
Para ela, os casos poderiam reduzir ou até mesmo acabar se os motoristas fossem um pouco mais conscientes no trânsito e respeitassem mais os pedestres durante as travessias.
“Eu acho que motoristas mais conscientes melhorariam. Há muitos motoristas violentos, tanto nas motos quanto nos carros. Tem sinalização, mas eles não respeitam. As pessoas abusam e é por isso que acontecem muitos acidentes”, relata a advogada.

Conscientizar resolve?
Na opinião do motorista de aplicativo Nelson Benites, um dos principais trabalhos que melhorariam o trânsito seria o de conscientização de todos os usuários das vias, sendo eles motoristas, motociclistas e pedestres.
“O principal é fazer um trabalho de educação no trânsito, tanto para motoristas quanto para motociclistas e pedestres que atravessam no meio da rua e que não usam a faixa de segurança. Uma maior atenção no trânsito também melhoraria e causaria menos acidentes”, opina o trabalhador.

Para o trabalhador de frigorífico Rogaciano Arruda, uma maior atenção dos motoristas, principalmente dos motociclistas, reduziria o número de acidentes.
“Eu acho que a atenção do motorista, principalmente do motoqueiro, que anda entre os carros. Acho que a maioria desses acidentes é por imprudência de motorista mesmo”, diz Rogaciano.

Celular e direção
Outro ponto citado pelos motoristas é o uso do celular na direção, o que tira a atenção do condutor e pode levar a novos acidentes e até mesmo à morte.
“Eu acho que a fiscalização do trânsito tem que bater em cima de motorista e motociclista com celular na mão e de motoqueiro que não respeita a sinalização e anda a mais de 100 quilômetros por hora dentro da cidade”, explica um motociclista, que preferiu não ser identificado.
Mortes no trânsito
Luciano Berbert Mariano, de 54 anos, morreu após ser atropelado por um carro na madrugada de sábado (8). O caso ocorreu próximo ao cruzamento da Rua das Balsas com a Rua Bodas de Fígaro, no bairro Estrela do Sul, em Campo Grande.
Além dele, um motorista, identificado como Marcos Antônio Claranhan, de 52 anos, morreu na madrugada deste domingo (9) depois que o veículo saiu da pista e capotou na MS-352, na área rural de Terenos, cidade a 30 quilômetros da Capital. Três pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas para uma unidade de saúde.
Em outro acidente violento, Gustavo Davalos, de 23 anos, morreu depois de colidir o carro com um poste de luz na Avenida Pedro Manvailler, no Centro de Amambai, cidade a 351 quilômetros de Campo Grande. O acidente aconteceu na madrugada deste domingo (9).
Em outro acidente, Odinaldo Moreira, de 34 anos, morreu depois de um acidente entre a motocicleta que conduzia e um carro, na manhã de domingo (9), na BR-262, em Miranda. Ele teve parte da perna esquerda decepada, foi transferido para a Santa Casa de Campo Grande e morreu à noite. A motorista do carro fez o teste do bafômetro, que apontou o consumo de bebida alcoólica.
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(Revisão: Nichole Munaro)








