Com a previsão de calor intenso em Mato Grosso do Sul e possibilidade de chuva isolada em algumas regiões do Estado nesta quarta-feira (19), tutores precisam redobrar os cuidados com os animais de estimação. Em dias de temperaturas elevadas, cães e gatos podem sofrer com desidratação, hipertermia, queimaduras nas patas e agravamento de problemas respiratórios.
A veterinária e pneumologista Cláudia Mendes alerta que manter os pets em ambientes frescos e climatizados é uma das principais formas de prevenção, principalmente durante os períodos de maior calor.
“Independentemente da raça, é preciso mantê-los climatizados. Dependendo da temperatura, não dá para manter no quintal. Tem que manter dentro de casa, bem fresco, na sombra”, explica.
Segundo a especialista, animais braquicefálicos, como cães de focinho curto, exigem atenção ainda maior por apresentarem mais dificuldade respiratória e por realizarem a troca de calor com o ambiente. Animais idosos, acima do peso ou que possuem doenças crônicas ou cardíacas também fazem parte do grupo que precisa de cuidados redobrados.
Ofegância é sinal de alerta
Um dos principais sinais de que o animal está sofrendo com o calor é a alteração na respiração. O pet pode ficar excessivamente ofegante, cansado e ficar mais tempo deitado.
“Ficou ofegante, passou por um calor extremo, já traz para o médico-veterinário. Muitas vezes não dá tempo”, alerta Cláudia.
A recomendação é não esperar que outros sintomas apareçam para procurar atendimento. Caso o animal apresente sinais de mal-estar após exposição ao calor, a orientação é levá-lo imediatamente a um médico-veterinário.
Água deve estar sempre disponível
A hidratação também é fundamental. Para os cães, uma estratégia é disponibilizar vários potes de água em diferentes locais da casa e acrescentar gelo para ajudar a mantê-la fresca.
Já os gatos podem precisar de estímulos adicionais para aumentar a ingestão de líquidos. Fontes de água corrente são uma alternativa, já que muitos felinos demonstram maior interesse por água em movimento.
Na creche Personal Pets, a pet sitter Ana Clara explica que, durante os dias mais quentes, a equipe aumenta a oferta de água e utiliza estratégias como gelo, frutas e brinquedos para estimular a hidratação.
“As frutas, que normalmente usamos para as atividades, cortamos em pedaços maiores e oferecemos congeladas. Também jogamos nos potes de água para aumentar a ingestão de líquidos”, relata.
Passeios precisam acontecer nos horários mais frescos
Outro cuidado importante é evitar exercícios e passeios nos horários de maior temperatura. Além do risco de hipertermia, o asfalto quente pode provocar queimaduras nas patas dos animais.
A orientação é optar pelo início da manhã ou pelo fim do dia, sempre verificando a temperatura do chão antes de sair. Uma maneira simples é encostar a mão no asfalto para avaliar se ele está confortável ao toque.
“Tem que ser bem cedinho e à noite. Senão vai dar dermatite”, alerta Claudia.
Caminhadas longas e exercícios intensos também devem ser evitados durante o calor. Segundo a veterinária, o esforço físico pode desencadear problemas respiratórios, principalmente nos animais mais sensíveis.
Creches também reforçam os cuidados
Na Personal Pets, os protocolos são adaptados nos dias de calor intenso. O tempo das atividades no pátio externo é reduzido e os animais são recolhidos mais cedo para áreas protegidas.
“Diminuímos o tempo de atividades no pátio externo, recolhendo os cães mais cedo para a varanda e incluímos atividades com água e gelo praticamente todos os dias”, conta Ana Clara.
A estrutura também conta com toldos e ventiladores, além de água no chão para ajudar a reduzir a temperatura do ambiente.
Como proteger os pets do calor:
Entre as principais recomendações, estão:
- manter os animais em locais frescos, ventilados e protegidos do sol;
- disponibilizar água fresca em abundância;
- utilizar gelo para manter a água refrigerada;
- oferecer fontes de água para estimular gatos a beber;
- evitar passeios e exercícios nos horários mais quentes;
- verificar se o asfalto está fresco antes de sair;
- redobrar os cuidados com animais braquicefálicos, idosos, acima do peso ou com doenças crônicas;
- reduzir atividades físicas durante períodos de calor extremo;
- observar alterações na respiração e no comportamento;
- procurar atendimento veterinário imediatamente diante de sinais de mal-estar.
A especialista ainda destaca que o ambiente não deve ficar excessivamente seco. Em períodos de calor intenso, além da climatização e ventilação, a umidificação do ambiente pode ajudar no conforto dos animais.
Com as temperaturas elevadas, a prevenção é a principal aliada. Manter o pet fresco, hidratado e longe do calor excessivo pode evitar complicações e situações que representam risco à vida.





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(Revisão: Nichole Munaro)







