Quem vai de Campo Grande até Três Lagoas de carro terá que separar mais de R$ 100 do orçamento para os pedágios no trecho, com mudanças previstas na Rota da Celulose — administrada pela XP Investimentos (Consórcio Caminhos da Celulose), que levou a concessão.
A cobrança pode começar a partir de fevereiro de 2027, já que o contrato prevê que a empresa só passe a cobrar pedágio após atender a todas as exigências contratuais. Dentre as obrigações, estão a revisão completa dos sistemas de drenagem, a correção de todos os aterros da rodovia, a duplicação, além da adoção de práticas de manutenção permanente.
Os trechos sob responsabilidade da XP são os da BR-262, entre Campo Grande e Três Lagoas; da MS-040, entre Campo Grande e Santa Rita do Pardo; da MS-338, entre Santa Rita do Pardo e Bataguassu; e da BR-267, entre Bataguassu e Nova Alvorada do Sul.
Da Capital até Três Lagoas, distância de cerca de 310 km, as praças de pedágio podem custar ao todo R$ 115,20, contando ida e volta — R$ 57,90 cada viagem, conforme levantamento do RCN.

A concessão da Rota da Celulose abrange aproximadamente 870 quilômetros de rodovias nas regiões central e leste de Mato Grosso do Sul.
Com vigência de 30 anos, o contrato prevê investimentos de cerca de R$ 10,1 bilhões em recuperação, manutenção e ampliação da capacidade viária. Entre as principais intervenções, estão 115 quilômetros de duplicações, 457 quilômetros de acostamentos, 245 quilômetros de terceiras faixas e 12 quilômetros de vias marginais.
O projeto inclui ainda 38 quilômetros de contornos urbanos, 62 dispositivos em nível, quatro em desnível, 25 acessos, 22 passagens de fauna, além de alargamento de pontes e implantação de obras de arte especiais. Ao final, toda a malha contará com acostamento, elevando significativamente o padrão de segurança.
Intervenções nas rodovias
A empresa concessionária informou que os trabalhos de recuperação das rodovias iniciaram-se em 31 de julho. Os serviços incluem fresagem e recomposição do pavimento, aplicação de micropavimento e tapa-buracos. Seis empresas foram contratadas para a execução dos trabalhos, responsáveis pela recuperação dos respectivos trechos de atuação.
A qualidade do pavimento é acompanhada por empresas especializadas em supervisão e gerenciamento, com ensaios tecnológicos e laboratórios especializados em pavimentação. A expectativa é de que a recuperação reduza irregularidades na pista.
Bases de atendimento aos usuários
Além disso, foi iniciada a construção de 13 unidades de SAU (Serviços de Atendimento ao Usuário) para oferecer apoio aos usuários. A previsão é de que a implantação seja concluída até o fim de 2027.
A operação dos serviços aos usuários terá início em outubro deste ano, com a disponibilização de atendimento pré-hospitalar, inspeção de tráfego, remoção de veículos, atendimento mecânico e demais serviços previstos no contrato de concessão.
As unidades serão distribuídas pela BR-262, BR-267, MS-040 e MS-338 e funcionarão 24 horas por dia, sete dias por semana, como pontos de apoio aos motoristas e bases das equipes operacionais.
As unidades contarão com sanitários masculinos e femininos, fraldário, área de descanso, água potável, estacionamento, totens de atendimento e dois pontos de recarga para veículos elétricos. As estruturas também abrigarão ambulâncias, guinchos leves e pesados, caminhões-pipa, caminhões boiadeiros, viaturas de inspeção de tráfego e demais equipamentos utilizados no atendimento às ocorrências.
As bases, integradas ao CCO (Centro de Controle Operacional), contribuirão para reduzir o tempo de resposta em acidentes, panes mecânicas, animais na pista, obstruções e outras ocorrências, ampliando a capacidade de atendimento ao longo dos 870 quilômetros concedidos.
As obras incluem serviços de terraplenagem, compactação de solo e preparação das áreas que receberão as estruturas. Entre os locais em execução, estão as unidades da MS-040, em Santa Rita do Pardo, e da MS-338.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)









