Donos de comércios próximos ao encontro das avenidas Euler de Azevedo e Tamandaré se reuniram com representantes da Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) nesta quinta-feira (24) para contestar mudanças previstas no projeto de reordenamento da região. Os comerciantes temem que as alterações impactem diretamente os clientes que vão ao local.
Na reunião realizada na sede da agência, estiveram presentes o diretor da Agetran, Ciro Vieira, a diretora-adjunta da Agetran, Andréa Figueiredo, o presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) Campo Grande, Adelaido Figueiredo, e cinco proprietários de comércios locais. Entre as reivindicações, estavam 4 pontos:
- transparência nos custos e apresentação do projeto em 3D para compreender o que será executado;
- faixa de acostamento e fim da faixa amarela em frente aos comércios;
- acessibilidade e mobilidade urbana para ciclovia, atendendo aos estudantes da UEMS e da UCDB;
- prazo de execução da obra e tempo de interdição das vias.
A Ordem de Serviço foi assinada no último dia 9, com investimento superior a R$ 2,4 milhões. Durante a reunião, os comerciantes se preocuparam com a falta de local para seus clientes estacionarem. Após cerca de 1h30, com explicações das duas partes, a reunião foi encerrada sob a premissa de nova devolutiva da Agetran em até 15 dias, com solução que englobe os pedidos dos comerciantes.
José Nilton, responsável pelo Atacado Sorvetes, comércio da região, relatou que a reunião foi “extremamente positiva” e aguarda agora as novas propostas. “No geral, foi excelente. Vamos aguardar”, disse José. No entanto, o empresário teme que a devolutiva não atenda aos pedidos.
“O nosso sentimento é de que a resposta técnica será ‘não’. É isso que nos preocupa, porque nós não estamos brigando por um comércio, estamos brigando por todo um contexto em uma comunidade”, afirmou.
Tempo estimado
Um dos tópicos de preocupação levantados pelos comerciantes foi o prazo estimado para a conclusão das obras. Segundo o projeto, o reordenamento pode demorar até 365 dias para ser concluído. No entanto, a Agetran afirma que o tempo real será muito menor.
“A gente espera que sejam, no máximo, 120 dias para entregar. Mas a gente depende dessas questões climáticas que afetam diretamente as obras. A gente põe um prazo maior no projeto para não ter que ficar mudando toda hora, fazendo aditivo para mudar o prazo”, explicou o diretor da agência, Ciro Vieira.
💬 Fale com os jornalistas do Midiamax
Tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta para o Jornal Midiamax?
🗣️ Envie direto para nossos jornalistas pelo WhatsApp (67) 99207-4330. O sigilo está garantido na lei.
✅ Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar nas redes sociais:
Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.
(Revisão: Dáfini Lisboa)








