O convênio firmado entre o Município de Campo Grande, o Governo de Mato Grosso do Sul e a Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande, que prevê o repasse de R$ 4 milhões para a aquisição emergencial de medicamentos e materiais médico-hospitalares, foi publicado na edição extra do Diogrande desta terça-feira (6). O aporte foi anunciado, inicialmente, em 3 de setembro.
Os recursos serão utilizados para a recomposição dos estoques e o restabelecimento da capacidade assistencial da Santa Casa, já que muitos serviços estão pausados pela falta de insumo. A aplicação do dinheiro deverá seguir as especificações, os quantitativos, as metas e as demais condições previstas no Plano de Trabalho.
Do valor total, R$ 1 milhão serão destinados pela Prefeitura de Campo Grande, com recursos provenientes do Tesouro Municipal. Os outros R$ 3 milhões serão de responsabilidade do Governo do Estado, também com recursos do Tesouro Estadual.
O convênio terá vigência de 120 dias, contados a partir da data da última assinatura. O acordo foi assinado pela prefeita Adriane Lopes; o secretário da Sesau, Marcelo Vilela; secretário da SES, Maurício Simões Corrêa; e o superintendente hospitalar da Santa Casa, Luiz Alberto Hiroki Kanamura.
Caos na Santa Casa de Campo Grande
O aporte, porém, não soluciona todos os problemas da Santa Casa de Campo Grande. No momento, o orçamento deve desafogar ligeiramente os serviços pausados pela falta de insumos básicos. O hospital ainda enfrenta desafios causados pelos atrasos constantes de funcionários.
Após os médicos da ala de cirurgia cardíaca pediátrica pedirem demissão por atraso de salário, agora, os anestesistas da Santa Casa de Campo Grande decidiram manter os atendimentos por mais 30 dias antes de definir se deixarão o hospital. A decisão ocorreu após pedido do secretário estadual de Saúde, Maurício Simões Corrêa. O período será usado pela administração provisória para negociar os pagamentos e, se necessário, planejar a substituição dos mais de 100 profissionais.
Segundo o Sinmed-MS, a Santa Casa deve cerca de R$ 32 milhões a aproximadamente 300 médicos contratados como pessoa jurídica, com pagamentos pendentes desde maio.
Na área de enfermagem, problemas relacionados à sobrecarga de trabalho começaram a ser solucionados após reunião entre a Santa Casa, o Siems e o Ministério Público do Trabalho. Entre as medidas, estão a contratação de 13 coletadores e o remanejamento de outros sete profissionais para o setor de exames.
O sindicato também questionou o uso de enfermeiros e técnicos no transporte de pacientes, função atribuída aos maqueiros. A Santa Casa informou que alguns setores já contam com esses profissionais, enquanto outras áreas ainda serão avaliadas.
Nos próximos 15 dias, representantes do sindicato e da Santa Casa vão analisar os setores mais críticos. Uma nova reunião no MPT está marcada para 19 de outubro, com foco principalmente na situação dos maqueiros.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








