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Cotidiano

Emha lacra três casas de programa habitacional após fiscalização

Interdições ocorreram após fiscalização da Emha, que iniciou a ação devido a denúncias
Liana Feitosa, Karine Alencar -
Aviso de interdição em imóvel. (Madu Livramento, Jornal Midiamax)

Três imóveis destinados ao reassentamento de famílias que viviam na antiga Comunidade Mandela foram interditados por equipes da Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários), no bairro Iguatemi II, nesta quarta-feira (8).

A interdição das moradias ocorreu após fiscalização da Emha, que iniciou a ação devido a denúncias de venda, aluguel e abandono dessas moradias, práticas proibidas pelo programa habitacional.

As fiscalizações ocorreram simultaneamente nos bairros José Tavares, Talismã, Oscar Salazar e I e II. De acordo com a Emha, o número de casas lacradas poderá aumentar após a finalização do balanço da ação.

Os imóveis foram interditados devido a irregularidades, como residências desabitadas. Em um dos casos, o proprietário teria deixado a luz acesa e alguns objetos no local para simular que o imóvel estava ocupado. Assim, a Energisa foi acionada para realizar o corte no fornecimento de energia elétrica.

Como a irregularidade já foi confirmada, o proprietário perdeu automaticamente o direito ao imóvel. A casa, destinada a uma pessoa solteira, possui apenas um quarto e um banheiro e será destinada a outro beneficiário que aguarda contemplação em programas municipais de habitação.

Entenda ação da Emha

Nesta quarta-feira (8), a Prefeitura de Campo Grande, por meio da Emha (Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários), realizou um mutirão de fiscalização nas áreas destinadas ao reassentamento das famílias que viviam na antiga Comunidade Mandela.

A ação ocorre após a Emha receber inúmeras denúncias de venda, aluguel e abandono dessas moradias, práticas proibidas pelo programa habitacional.

Ao todo, 181 residências foram notificadas. As famílias terão cinco dias para comparecer presencialmente à Agência e apresentar esclarecimentos. Após esse prazo, caso a irregularidade seja confirmada, a Emha retomará o imóvel para destiná-lo a outras famílias que aguardam na fila por uma moradia.

“É com grande indignação que a gente vem acompanhando essas denúncias. A Agência decidiu tomar essa providência porque é muito triste retirar essas famílias de áreas tão precárias e depois constatar que alguns beneficiários estão vendendo ou alugando os imóveis, que deveriam servir como moradia para eles”, afirma Nicole Hentona, diretora de Contratos da Emha.

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