A vitória da Seleção Brasileira sobre a Escócia por 3 a 0 nesta quarta-feira (24) empolgou os torcedores em Campo Grande. A esperança veio com o brilho de Vinícius Júnior, que marcou mais dois gols e se isolou como artilheiro do Brasil na Copa do Mundo de 2026.
A opinião dos campo-grandenses é de que o Brasil evoluiu durante os jogos na fase de grupos. A Seleção estreou com empate por 1 a 1 contra Marrocos e venceu o Haiti e a Escócia por 3 a 0. Essa foi a melhor campanha do Brasil em fases de grupos desde 2006, quando venceu os três jogos.
O servidor público Cláudio Gomes, de 42 anos, ficou feliz com o resultado, apesar de ter perdido o bolão que fez com amigos. “Eu chutei 3 a 1, mas tá bom, o importante foi que o Brasil ganhou jogando bem, e dá uma esperança a mais pra gente chegar ao mata-mata. Deu uma animada, com certeza. Pena que eu perdi meu bolão”, afirmou.
Ele ressaltou o desempenho individual de jogadores que deixavam a desejar com a camisa da Seleção, mas que agora estão correspondendo dentro de campo. “Tinham mais jogadores que estavam devendo, por exemplo, o Paquetá. Eu gosto muito do futebol dele, mas ele estava um pouco abaixo do esperado, jogou bem ontem […] no geral, o Brasil jogou muito bem, Vinícius Júnior está jogando muita bola, então acredito que vai dar pra buscar alguma coisa ainda, eu espero. Eu estou esperançoso nisso”, completou.

‘Estão acordando’
O estudante de gestão comercial Kaiky Primo de Goes, de 19 anos, disse que os jogadores do Brasil “estão acordando” depois de terem começado a Copa em um ritmo mais lento. “Eu acho que foi muito bom. O segundo e o terceiro jogo, diferentes do primeiro, estão sendo melhores […] Casemiro parece estar acordando, o povo parece estar acordando”, opinou.
Para ele, Vini Jr. tem sido ‘o cara’ do Brasil na Copa, destaque com quatro gols. “Quem tem jogado melhor atualmente é o Vinícius Jr., sem sombra de dúvida. Todo o passe, jogada, tem o dedinho dele […] Neymar tá aquecendo ainda, agora que Neymar vai começar a jogar”, completa.

A lojista Elaine Cristina Sobreira, de 50 anos, espera que a Seleção continue jogando com raça nos próximos jogos, porque a esperança é grande. “Eles jogaram superbem, espero que mantenham do mesmo jeito. Que eles continuem jogando com raça, com força, porque a gente acredita no Brasil”, fala.
Ela aproveitou para comprar duas bandeirinhas do Brasil para decorar seu carro após a vitória sobre a Escócia. “Eu vim buscar remédio do meu pai, aí eu vim comprar duas bandeirinhas para colocar no carro, um no carro meu, outro no do meu irmão, que a gente não tem. Temos que apoiar, né?”, completa.

Emoção em dobro
Quem torce em dobro nesta Copa do Mundo é a paraguaia Mirian de Oliveira, de 50 anos. Moradora de Campo Grande, ela divide as atenções entre a sua terra de origem e o local que escolheu para viver. “Quando joga o Brasil, eu tenho que torcer pro Brasil, e pro Paraguai também, não posso deixar de torcer pro Paraguai, porque eu sou paraguaia. Mas é muita emoção, muita emoção mesmo. A gente tem que torcer, né?”
A paraguaia contou que preparou até um puchero — prato tradicional do Paraguai — para acompanhar a partida do Brasil contra a Escócia. Ela também vai ficar na torcida pelo seu país de origem, que busca a classificação para o mata-mata contra a Austrália, nesta quinta-feira (25). “O Paraguai tem uma força que não desiste tão fácil, não. Eu estou torcendo muito por ele, faz tempo que não estava participando, tomara que seja campeão.”

Próximo adversário
A Seleção Brasileira aguarda a definição do Grupo F para conhecer seu adversário nos 16 avos de final da Copa do Mundo de 2026. O duelo já tem dia e horário para acontecer: segunda-feira (29), às 13h (horário de MS).
Cláudio Gomes diz que, entre as seleções possíveis, prefere enfrentar a Suécia. “Eu acredito que seria melhor a Suécia. O Japão é um time bem organizado, a Holanda também é um time bem encaixadinho. Acho que Brasil x Suécia é melhor, eu acredito que o Brasil se sairia melhor contra a Suécia.”
Por outro lado, Kaiky não quer escolher adversário e acredita que o Brasil é capaz de vencer qualquer um dos confrontos. “Tem os times mais difíceis, né? Mas, independentemente, a gente vai continuar com fé, torcendo. O negócio é ter fé mesmo no hexa”, finaliza.
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(Revisão: Nichole Munaro)








