A pequena Sarah, de apenas 7 anos, enfrenta diariamente uma batalha dolorosa contra a dermatite atópica grave, uma doença crônica que provoca inflamações severas na pele, com feridas e coceiras intensas. A mãe da menina, Priscilla de Oliveira Mendonça, de 42 anos, conta que a gestação foi tranquila e saudável, mas a menina acabou apresentando a condição há um ano.
Ela conta que ainda na maternidade, o pediatra alertou que Sarah teria “um probleminha de pele”. Nos primeiros anos de vida, a criança levou uma rotina normal, brincava, alimentava-se bem e apresentava apenas pequenas irritações na pele. No entanto, com o passar do tempo, a mãe começou a perceber uma alergia mais séria na pele da pequena.
“Eu tratava com medicamento, com antialérgico, com pomada. Com seis anos e meio, de um ano para cá, começaram a aparecer as feridinhas com mais frequência, e nisso eu ia à dermatologista, cuidando. Depois a situação dela agravou e a pele dela começou a rachar, com vermelhidão, incômodo dela não querer mais brincar, dela não querer mais fazer mais nada”, relata.
Ela relata ainda que, devido às vermelhidões, a menina enfrenta dificuldades em frequentar a escola. “Eu vivo pedindo atestado para a médica porque ela sofre bullying, ela se sente incomodada, porque escama muito o corpinho dela, o rostinho dela”, lamenta.
Priscila já tentou conseguir o medicamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde), mas não obteve sucesso. Segundo ela, a injeção de que a filha precisa, Dupilumabe 300 mg, deve ser aplicada a cada 14 dias e custa cerca de R$ 13.000, um valor impossível para a família arcar sozinha neste momento. Diante da situação, a família fez uma vaquinha, na qual interessados podem ajudar com qualquer quantia. Basta entrar em contato neste número (67) 99237-6873.
A equipe de reportagem do Midiamax entrou em contato com a SES (Secretaria de Estado de Saúde) para saber se a pasta tem conhecimento sobre o caso. Em nota, a secretaria informou que o medicamento Dupilumabe 300 mg foi incorporado ao PCDT (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas) da dermatite atópica em sua mais recente atualização.
“O medicamento integra o Ceaf (Componente Especializado da Assistência Farmacêutica), e sua aquisição é de responsabilidade do Ministério da Saúde, por meio de compra centralizada. Entretanto, apesar da incorporação ao protocolo, o Dupilumabe 300 mg ainda não foi disponibilizado para distribuição aos estados. Até o momento, o Ministério da Saúde não informou previsão para o início do fornecimento do medicamento. A SES permanece acompanhando o processo junto ao Ministério da Saúde e aguarda a disponibilização do medicamento para atendimento dos pacientes que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo PCDT”, disse a nota.
A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), por sua vez, informou que, “em cumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), bem como ao princípio constitucional da inviolabilidade da intimidade e da vida privada, não fornece informações individualizadas sobre pacientes, tratamentos, processos administrativos ou demandas assistenciais à imprensa ou a terceiros”.
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(Revisão: Nichole Munaro)





