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FOTOS: Confira o rastro de destruição deixado pela cheia do Taquari em MS e saiba como ajudar

Para tentar salvar pertences, famílias usam até cordas para pendurar sofá no teto
Murilo Medeiros -
FOTOS: Confira o rastro de destruição deixado pela cheia do Taquari em MS e saiba como ajudar
Cheia do Rio Taquari inunda casas em Coxim. (Foto: Divulgação/Pedro Depetriz, PMC)

O lar de cerca de 35 famílias de está tomado pelas águas do Taquari neste domingo (8). Os grandes acumulados de chuva em Mato Grosso do Sul encheram o rio ao longo da última semana, causando alagamentos e levando a prefeitura a decretar emergência na quinta-feira (4). Imagens revelam casas com água até a janela, plantações devastadas e colchões, eletrodomésticos e outros móveis molhados.

Primeiro, imóveis da zona urbana foram atingidos. Agora, residências das regiões pantaneiras denominadas Barranqueira, Tapete Verde e Recanto do Sossego foram inundadas. Cerca de 35 famílias ribeirinhas estão desalojadas e pedem doações. Já na cidade, os desalojados iniciam a volta gradual para casa.

Por onde passavam moradores a pé, de moto ou carro, hoje o único acesso é de barco. Quem tem a casa mais alta em relação ao nível do rio ajuda os vizinhos em casas inundadas. É o caso de José Alício, que já fez inúmeras viagens de barco, resgatando pessoas e móveis das áreas atingidas. “Alagou tudo de maneira muito rápida, atingindo cerca de 1,2 metro de altura dentro das casas. Estragou tudo”, explica José.

A empresária Ericka Spiguel, de 30 anos, é outra que parou a vida para ajudar a vizinhança. Hoje (8), ela acompanhou a visita de um vereador e representantes das Secretarias de Obras e Assistência Social, além de cozinhar almoço para famílias desalojadas. “O sentimento é de esperar ajuda do próximo, porque eles não têm condição financeira de se reerguer“, diz a empresária.

Sofá amarrado no teto, para não molhar na enchente. (Foto: Divulgação/Pedro Depetriz, PMC)

Perderam tudo

Moradora da região há mais de dez anos, Ericka nunca tinha visto uma cheia igual a esta, apesar de já estar acostumada com o vaivém das águas do Rio Taquari. O início do ano é período de chuvas e, consequentemente, cheia dos rios. A mesma época marca a piracema, momento de reprodução dos peixes, em que a pesca é proibida.

Parte dos ribeirinhos depende da pesca para sobreviver e recebe seguro-defeso, benefício de um salário mínimo pago ao pescador artesanal impedido de trabalhar, durante a piracema. No entanto, moradores da região atingida não têm recebido o auxílio governamental e plantavam alimentos, como mandioca, para vender na cidade. As águas do Taquari também levaram as pequenas lavouras e destruíram este meio de renda.

Assim, a Prefeitura de Coxim e os moradores da região alagada abriram, no sábado (7), uma campanha de doações para as famílias impactadas. Neste domingo, equipes levaram água potável e comida às famílias, mas elas ainda precisam de mais donativos.

“Essa campanha é justamente para os ribeirinhos que não têm renda fixa e precisam se reerguer. Necessitamos de muitas doações de móveis, colchões e itens de higiene pessoal. Todas as geladeiras boiaram, teve alguns fogões boiando. Toda a região está em prejuízo”, explica Ericka Spiguel.

‘É desolador’

Rio Taquari inunda área residencial no Pantanal. (Foto: Divulgação/Pedro Depetriz, PMC)

A secretária de Assistência Social de Coxim, Venilda Ceconi, esteve hoje na região pantaneira com casas alagadas. “É desolador chegar aqui e ver isso, eu nunca tinha passado por essa situação e o impacto é gigantesco”, diz. Ela relata ter visto casas inundadas até a janela e andado com água na cintura hoje.

Seguindo o ciclo das águas, o rio passa primeiro pela zona urbana e chega à região da Barranqueira cerca de um dia depois. Por isso, houve alagamentos primeiro na cidade e depois na área pantaneira. Agora, a expectativa dos ribeirinhos para a normalidade do nível do rio é pouco otimista.

“Não tem como saber se será dois dias, três dias… Os moradores comentaram que deve demorar cerca de 20 dias para voltar 100% ao normal. Você não tem noção da proporção do problema”, afirma Venilda.

A prefeitura aguarda que a água saia das casas para, só então, poder dimensionar o prejuízo e iniciar os trabalhos de reconstrução. A secretaria de Assistência Social diz que a cidade receberá apoio do Exército, com soldados e caminhões. Militares já auxiliaram na retirada de móveis em casas da zona urbana.

Além disso, o prefeito Edilson Magro (PP) afirmou ao Jornal Midiamax que espera que o Governo do Estado dê apoio na reconstrução das áreas afetadas.

Ajude as famílias desalojadas:

Os moradores pedem doações de alimentos da cesta básica, produtos de higiene pessoal, materiais de limpeza e móveis, como fogão, geladeira, cama e guarda-roupa.

Se você estiver em Coxim, pode doar diretamente na Secretaria de Cidadania e Assistência Social (Rua 10 de Dezembro, 268 – Centro).

Além disso, é possível entrar em contato com a secretária Venilda Cecconi pelo número (67) 99909-7411. Uma equipe está disponível para buscar donativos.

Confira as fotos:

As imagens abaixo foram enviadas pela assessoria da prefeitura de Coxim a pedido do Jornal Midiamax neste domingo (8), e mostram a situação das casas alagadas hoje. O fotógrafo é Pedro Depetriz.

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