A produção industrial de Mato Grosso do Sul cresceu 4,5% no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025. O resultado ficou acima da média nacional, que registrou alta de 1,5% no período. Os dados foram extraídos da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Embora o Estado tenha apresentado um desempenho positivo no acumulado do ano, o levantamento aponta para uma forte desaceleração da atividade industrial sul-mato-grossense ao longo de 2026, ao analisar o desempenho registrado nos 1º e 2º trimestres: na comparação entre os dois períodos, a produção passou de um crescimento de 9,5% no primeiro trimestre para apenas 0,1% no segundo trimestre, entre abril e junho.
Os dados apontam que, especificamente no mês de junho, a indústria registrou alta de 0,9% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado, porém, ficou abaixo do avanço de 1,7% registrado pela indústria brasileira no mesmo período. Já em relação ao acumulado de 12 meses (junho de 2025 a junho de 2026), a produção industrial do Estado registrou queda de 6,1%.
Cenário nacional
A produção industrial brasileira recuou 1,8% em junho de 2026 na comparação com maio, considerando a série ajustada sazonalmente. Dos 15 locais pesquisados nessa comparação, 12 registraram queda. Os maiores recuos foram observados no Amazonas (-11,3%), Espírito Santo (-3,4%), São Paulo (-3,2%) e Ceará (-2,9%). Já entre os resultados positivos, destacaram-se Rio Grande do Sul (3,7%), Bahia (2,7%) e Mato Grosso (1,6%).
Já no acumulado de 12 meses (junho de 2025 a junho de 2026) a indústria apresentou crescimento de 0,7%, mantendo resultado positivo pelo segundo mês consecutivo.
Conforme o levantamento, Mato Grosso do Sul está entre os oito locais pesquisados pelo IBGE que apresentaram crescimento na comparação anual. Os maiores avanços foram registrados pelo Espírito Santo (12,2%) e Rio Grande do Sul (10,5%). Também tiveram resultados superiores à média nacional: Rio de Janeiro (6,3%), Mato Grosso (6,1%), Paraná (2,8%), Goiás (2,2%) e Santa Catarina (1,9%).
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