Mato Grosso do Sul acompanha o movimento de expansão do mercado de trabalho formal observado em todo o país. Os dados da Rais Mensal de junho, divulgados nesta quinta-feira (13), mostram que o Brasil chegou a 62,89 milhões de vínculos formais de emprego, considerando todo o estoque acumulado.
Entre janeiro de 2023 e junho de 2026, foram acrescentados 10,1 milhões de vínculos formais no país, alta de 19,1%. Apenas nos seis primeiros meses de 2026, o mercado de trabalho brasileiro ganhou 2,46 milhões de empregos formais, crescimento de 4,1%.
No recorte regional, o Centro-Oeste apresentou o segundo maior crescimento proporcional do país no período, com alta de 28,6% no estoque de empregos formais, ficando atrás apenas da região Norte, que avançou 34,7%.
Embora os dados divulgados não detalhem, no texto nacional, o número absoluto de novos vínculos especificamente em Mato Grosso do Sul, o Estado está inserido nesse cenário de expansão do mercado formal observado no Centro-Oeste.
Serviços lideram expansão
Entre os setores da economia brasileira, Serviços apresentou o maior crescimento absoluto entre janeiro de 2023 e junho de 2026. Foram 8,45 milhões de novos vínculos, levando o estoque do setor de 29,81 milhões para 38,26 milhões.
O segmento passou a representar 60,8% de todos os empregos formais do país. Dentro dele, as áreas de administração pública, educação, saúde e serviços sociais tiveram aumento de 6,03 milhões de vínculos, enquanto informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas cresceram 1,5 milhão.
Também houve avanço na Indústria, que acrescentou 832 mil vínculos; na Construção, com 357 mil; no Comércio, com aproximadamente 340 mil; e na Agropecuária, que registrou crescimento de 88 mil vínculos.
Mulheres ampliam participação
Outro destaque da Rais Mensal é o crescimento da participação feminina no mercado formal. Entre janeiro de 2023 e junho de 2026, o estoque de vínculos ocupados por mulheres aumentou em 5,36 milhões, alta de 25%.
Com isso, as mulheres passaram de 44,5% para 46,4% do total de vínculos formais no período. Entre os homens, o crescimento foi de 4,26 milhões de vínculos, equivalente a 14,5%.
Diferentes faixas etárias
Os dados mostram ainda uma expansão significativa dos vínculos entre trabalhadores de diferentes faixas etárias. Entre pessoas de 50 a 64 anos, o crescimento foi de 34,7%, com 3,26 milhões de novos vínculos.
O maior avanço proporcional ocorreu entre trabalhadores com 65 anos ou mais, cujo estoque aumentou 73,6%, passando de 993 mil para 1,64 milhão de vínculos formais.
Entre os jovens de até 24 anos, foram acrescentados 990 mil vínculos, alta de 13,5% no período.
Escolaridade
Os trabalhadores com ensino médio completo apresentaram crescimento de 20,3%, com 5,7 milhões de novos vínculos. O estoque chegou a 33,7 milhões em junho de 2026.
Já considerando trabalhadores com formação superior completa ou algum nível de formação superior, o número de vínculos passou de 11,8 milhões para 15,2 milhões, aumento de 3,4 milhões, ou 29,1%.
Cenário nacional
São Paulo liderou a geração de novos vínculos em números absolutos, com 1,64 milhão, seguido por Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Bahia.
Em termos proporcionais, os maiores avanços foram registrados em Roraima, Distrito Federal, Amapá, Tocantins e Piauí.
Os números da Rais Mensal mostram, portanto, uma trajetória de expansão do emprego formal no país e um crescimento proporcional expressivo no Centro-Oeste, região da qual Mato Grosso do Sul faz parte.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)






