O médico legista do Estado, Robson Roosevelt Ferreira Aguilar, foi preso durante a Operação Auditus II, deflagrada pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção). Ele é dono da Policlínica Rota Bioceânica (CNPJ 26.927.847/0001-00) – antiga Prontomed -, acusada de realizar exames ‘fantasmas’ para a prefeitura de Nioaque.
Em nota, a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul) informou que afastou o médico e que a Corregedoria abriu sindicância para apurar os fatos relacionados ao servidor. “A instituição informa ainda que a prisão não tem qualquer relação com as atividades desenvolvidas pelo médico no âmbito da Polícia Científica”.
O médico foi candidato à vice-prefeito do município de Antônio João nas eleições de 2012 pelo PDT.
Além de Robson, a ex-secretária de saúde de Nioaque, Márcia Jara também foi uma das cinco presas na operação desta quinta-feira. Além disso, o Gecoc cumpriu 12 mandados de busca e apreensão em Nioaque, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna.
Empresa de médico faturou milhões com exames ‘fantasmas’
Conforme levantamento do Jornal Midiamax, a clínica de Robson faturou mais de R$ 5 milhões em contratos com a prefeitura de Nioaque.
O primeiro contrato com a empresa médica – sediada em Jardim – foi firmado em agosto de 2018, com valor total de R$ 43,2 mil pagos em 12 meses de serviços prestados, passando para R$ 64,8 mil em 2020. Depois da releeição do prefeito de Nioaque, Valdir Júnior, o valor do contrato saltou para R$ 1,44 milhão e chegou a R$ 4.255.920,00 em 2022/23.
Nesse tipo de contrato, a administração municipal só paga mediante comprovação de prestação de serviço. Então, a clínica só recebe para cada consulta ou exame feito para cidadãos nioaquenses.
A empresa precisa enviar a documentação que deve ser auditada e validada pela prefeitura para que haja o posterior pagamento.
No entanto, esse ‘boom’ chamou a atenção dos investigadores, que descobriram o esquema. A fraude funcionava a partir do envio de documentos falsos, que eram confirmados por servidores cooptados mediante pagamento de propina.
No final, a empresa recebia por exames que nunca realizou.
A reportagem tenta desde manhã contato com o ex-prefeito Valdir Júnior, mas nossas ligações não foram atendidas e mensagens não foram respondidas.
O Jornal Midiamax também tentou ligar para a Policlínica para falar com um responsável, mas as ligações não foram atendidas.
O espaço segue aberto para manifestações.
Sabe de algo que o público precisa saber? Fala pro Midiamax!
Se você está por dentro de alguma informação que acha importante o público saber, fale com jornalistas do Jornal Midiamax!
E pode ficar tranquilo, porque nós garantimos total sigilo da fonte, conforme a Constituição Brasileira.
Fala Povo: O leitor pode falar direto no WhatsApp do Jornal Midiamax pelo número (67) 99207-4330. O canal de comunicação serve para os leitores falarem com os jornalistas. Se preferir, você também pode falar com o Jornal direto no Messenger do Facebook.







