Alunos do curso de Medicina da Uniderp contestam mudanças promovidas pela administração da universidade que estariam dificultando o avanço dos estudantes no curso, como o impedimento de ingressar no internato médico.
Isso gerou, inclusive, uma notificação extrajudicial destinada ao reitor da universidade, Cristiano Miranda Cupertino. No documento, os acadêmicos citam que foram surpreendidos por mudanças durante reunião com a coordenação do curso — em que as mensalidades podem chegar a R$ 20 mil.
Conforme a notificação, resolução do CNE (Conselho Nacional de Educação) de 2025 atualiza as diretrizes curriculares nacionais dos cursos de Medicina e acabou abrangendo alunos que ingressaram em 2023 e anos anteriores.
A coordenação do curso afirmou que eles passariam a exigir uma nova avaliação institucional denominada APPC (Avaliação de Progressão por Competências). A prova seria nos moldes do Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica) e os estudantes precisariam de no mínimo nota 7 para avançar no curso.
“[…] ainda que o estudante obtenha aprovação em todas as disciplinas, módulos, estágios e demais componentes curriculares regularmente previstos na matriz curricular, a insuficiência de desempenho na APPC implicará retenção acadêmica, impedindo sua continuidade regular no curso, inclusive o acesso ao internato”, diz a notificação.
Segundo os estudantes, apesar da resolução trazer a exigência da prova, não diz sobre o percentual obrigatório da nota nem impede a progressão acadêmica. Além disso, o documento nacional diz que as mudanças são para as turmas abertas após a publicação da resolução.
A notificação pede que a universidade apresente os documentos que embasaram as mudanças. O Jornal Midiamax acionou a Uniderp sobre as mudanças e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
Manifestação
Por conta disso, os estudantes marcaram, para esta quarta-feira (12), um protesto contra essas mudanças. A manifestação ocorre em frente à universidade, às 8h30.
“Estamos nos sentindo prejudicados. Ficamos no olho do furacão depois que a universidade teve notas baixas no exame do Enamed, muitas mudanças no curso sem avisos prévios”, lamentou uma estudante ao Jornal Midiamax.
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(Revisão: Nichole Munaro)




