A bebê sequestrada aos 28 dias de vida e resgatada no Paraguai voltou para Campo Grande nesta terça-feira (11). Desde o resgate, Ayla Emanuelly estava sob responsabilidade do Conselho Tutelar de Ponta Porã, a 315 km de Campo Grande.
As informações preliminares indicam que a família ainda não teve contato com a bebê. Eles estão aguardando a decisão judicial para reencontrar a recém-nascida, tirada da família desde a última sexta-feira (7), após o sequestro.
Sobre o sequestro, a versão apresentada pela mãe, uma adolescente de 17 anos, é que ela teria sido atraída por Suzilaine da Graça Costa, de 37 anos, para ir até a casa, com a finalidade de cuidar de um bebê de apenas seis meses.
A adolescente receberia R$ 100 pela diária de babá. Entretanto, ao chegar ao local, na companhia da sua irmã, de 12 anos, ambas foram obrigadas a entregar Ayla sob ameaças.
Desde então, várias versões sobre o caso apareceram, mas nenhuma foi oficialmente confirmada pela PCMS (Polícia Civil de Mato Grosso do Sul), uma vez que o caso segue em investigação sob sigilo pela Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
A criança foi encontrada no Paraguai na madrugada de domingo (9). Suzilaine, que estaria morando há dois meses no país vizinho a Mato Grosso do Sul, foi presa na companhia de um homem identificado oficialmente como Alex Melo de Abreu, que inicialmente apresentou um nome falso.

Sequestro
De acordo com a família da adolescente, a suspeita teria se aproximado da mãe durante a gestação e se oferecido para fazer um book de fotos da recém-nascida de graça.
“Ela conheceu essa moça por um grupo de doação, quando ela estava na reta final da gravidez, e, por volta dos oito para nove meses de gestação, essa moça falava que ia doar roupa para ela, dar carrinho e um book de fotos. Aí ela aceitou”, contou a familiar.
A mulher já havia ido à casa da adolescente para levar roupas de criança para a recém-nascida. Já na tarde de quinta-feira (6), a suspeita chamou a adolescente para cuidar de um bebê de seis meses em sua casa.
“Aí essa moça falou para ela que ia pagar R$ 100 para ela cuidar da filha de seis meses dela [suspeita], que ela podia levar a recém-nascida junto”, explicou a familiar da mãe da bebê.
A vítima então foi até o local, junto da irmã, de 12 anos, em um carro de aplicativo pago pela suspeita. Ao chegar ao imóvel, a vítima pediu um copo de água, momento em que a suspeita levou a adolescente de 12 anos para os fundos de casa.
Com isso, um homem, que já estava na residência, teria aparecido e pressionado um pano no rosto da adolescente, fazendo-a desmaiar. Em seguida, trancou a vítima dentro do banheiro e a amarrou. Já a irmã da adolescente teria sido trancada no quarto, junto da recém-nascida.
As adolescentes teriam ficado presas no imóvel até de madrugada, momento em que os suspeitos as libertaram, sem a recém-nascida, e deixaram as duas próximas a uma área de mata na Avenida Guaicurus, na região da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitária.

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(Revisão: Nichole Munaro)







