Após o Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul) denunciar o acúmulo de funções de profissionais de Enfermagem da Santa Casa de Campo Grande, o MPT-MS (Ministério Público do Trabalho da 24ª Região) marcou para esta sexta-feira (25) a primeira reunião de mediação para discutir o problema.
A reunião de mediação foi solicitada pelo departamento jurídico do Sindicato e contará com representantes do Siems e da administração do hospital. O encontro será virtual e está previsto para ocorrer às 9h30.
Conforme detalha o presidente do Sindicato, Lázaro Santana, a denúncia indica que, após a suspensão do serviço de coleta de material biológico, anteriormente realizado por laboratório terceirizado, a função passou a ser assumida pelos funcionários da enfermagem.
Outra situação, também apontada pela denúncia como acúmulo de função, refere-se ao transporte de pacientes, que também foi atribuído aos enfermeiros, que estariam realizando atividades atribuídas aos maqueiros. A pressão sofrida pelas equipes, bem como as condições de trabalho, levou o presidente a registrar um boletim de ocorrência na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro.
A medida busca resguardar os direitos dos trabalhadores e formalizar a situação enfrentada pelas equipes, inclusive diante de eventuais intercorrências relacionadas à assistência aos pacientes, conforme justifica o Sindicato.
Crise na enfermagem
Em meio às investigações que envolvem a gestão da Santa Casa de Campo Grande, o Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul) denunciou a situação enfrentada pelos profissionais da enfermagem que atuam no hospital. Conforme a entidade, o cenário atual da instituição revela um déficit de trabalhadores, sobrecarga e acúmulo de atribuições.
O presidente do Siems afirma que os profissionais já enfrentavam um ambiente de trabalho marcado pela pressão, diante das sucessivas crises vivenciadas pelo hospital, como superlotação e atrasos salariais. As situações levaram a diferentes mobilizações dos trabalhadores, acompanhadas pelo sindicato.
Nos últimos meses, porém, as condições de trabalho se agravaram. “Também por esse motivo, ainda em setembro, o sindicato estará no hospital com engenheiro do trabalho e equipe técnica para realizar um levantamento da atual situação, avaliar as condições de trabalho e apurar possíveis exposições dos profissionais a agentes insalubres”, explica o presidente do Sindicato.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








