Em meio às investigações que envolvem a gestão da Santa Casa de Campo Grande, o SIEMS (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul) denuncia a situação enfrentada pelos profissionais da enfermagem que atuam no hospital. Conforme a entidade, o cenário atual da instituição revela um déficit de trabalhadores, sobrecarga e acúmulo de atribuições.
Lázaro Santana, enfermeiro e presidente do SIEMS, explica que o sindicato tem recebido uma ‘enxurrada’ de denúncias nas últimas semanas. Entre as principais demandas mencionadas, está o esgotamento diante das condições de trabalho.
“A Enfermagem já enfrentava um déficit de profissionais e uma rotina de enorme sobrecarga. Agora, estamos recebendo relatos de trabalhadores que dizem não suportar mais a pressão. Chegamos a uma situação que coloca em risco não apenas a saúde dos profissionais, mas também as condições de assistência aos pacientes”, destaca Lázaro.
Segundo o SIEMS, houve reclamação também quanto à empresa responsável pelos serviços de análises laboratoriais conveniada ao hospital, que teria suspendido as atividades devido a atrasos nos pagamentos. Diante da situação, enfermeiros e técnicos de enfermagem foram incumbidos das atividades de coleta.
O cenário teria se agravado ainda após a suspensão da contratação de novos profissionais da área. “Retiram trabalhadores de um serviço, transferem mais uma demanda para a Enfermagem e, ao mesmo tempo, interrompem novas contratações. Essa conta não pode continuar sendo paga pelos profissionais que estão na ponta, muito menos pelos pacientes que dependem da Santa Casa”, ressalta.
Oficialização das denúncias
Diante do contexto envolvendo a administração do hospital, o SIEMS afirma que acionou seu departamento jurídico e prepara medidas para levar a situação ao conhecimento dos órgãos competentes. O sindicato destaca que também buscará respaldo junto ao MPMS (Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), MPT (Ministério Público do Trabalho) e demais responsáveis pela fiscalização, para cobrar providências que garantam condições adequadas de trabalho aos profissionais e segurança na assistência prestada à população.
“Não vamos esperar a situação se tornar ainda mais grave. A Enfermagem da Santa Casa precisa de respostas e de providências urgentes. Estamos falando de profissionais exaustos, de um hospital essencial para Mato Grosso do Sul e, principalmente, da segurança de milhares de pacientes”, finaliza Lázaro Santana.
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