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Cotidiano

MS entra em alerta com aumento de casos graves de covid, aponta Fiocruz

Rinovírus e coronavírus estão entre os principais responsáveis pelo crescimento dos registros de síndrome respiratória aguda grave no Estado
Laura Cação -
vacina covid-19
Vacina contra covid-19. (Foto: Arquivo Midiamax)

Mato Grosso do Sul está entre os estados brasileiros que apresentam aumento nos casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave), conforme levantamento do boletim InfoGripe, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O cenário chama a atenção para a circulação de vírus respiratórios, especialmente o rinovírus e o SARS-CoV-2, causador da covid-19.

O alerta ocorre em meio a uma tendência de crescimento de casos graves associados a diferentes agentes infecciosos no país. Além do coronavírus, o monitoramento nacional acompanha a circulação do metapneumovírus humano e do rinovírus, que podem provocar infecções respiratórias e evoluir para quadros que exigem atendimento hospitalar.

Em Mato Grosso do Sul, o aumento dos registros de SRAG coloca o Estado em evidência no monitoramento epidemiológico. O cenário exige atenção, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com condições que aumentam o risco de complicações respiratórias.

Vírus respiratórios preocupam autoridades de saúde

O levantamento da Fiocruz mostra que o comportamento dos vírus não é uniforme em todo o território nacional. Enquanto algumas regiões apresentam crescimento de casos associados ao metapneumovírus, outras registram maior participação do rinovírus e do SARS-CoV-2.

A SRAG é caracterizada por sintomas gripais acompanhados de sinais de agravamento, como dificuldade para respirar, desconforto respiratório e queda na saturação de oxigênio. A síndrome pode ser provocada por diferentes vírus e, em situações mais graves, levar à hospitalização.

Embora nem toda infecção respiratória evolua para um quadro grave, a identificação dos agentes responsáveis é importante para orientar as estratégias de vigilância e prevenção.

Crianças e idosos estão entre os grupos que exigem maior atenção

O monitoramento da Fiocruz também destaca a vulnerabilidade de determinados grupos. Crianças pequenas estão entre as mais suscetíveis à ocorrência de SRAG, enquanto pessoas com 65 anos ou mais concentram maior risco de mortalidade pela síndrome.

Por isso, a recomendação é manter a vacinação atualizada, especialmente contra a covid-19 e a influenza, conforme as orientações dos serviços de saúde. Gestantes também devem observar as recomendações de imunização contra o VSR (vírus sincicial respiratório).

Medidas como higienizar as mãos, manter os ambientes ventilados, evitar contato com outras pessoas quando houver sintomas respiratórios e procurar atendimento médico diante de sinais de agravamento também ajudam a reduzir os riscos.

O avanço dos casos em Mato Grosso do Sul reforça a importância do acompanhamento dos indicadores epidemiológicos e da adoção de medidas preventivas. Com diferentes vírus respiratórios em circulação, a atenção aos sintomas e a proteção dos grupos mais vulneráveis continuam sendo fundamentais para evitar complicações e sobrecarga nos serviços de saúde.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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