Mato Grosso do Sul está entre os estados brasileiros que apresentam aumento nos casos de SRAG (síndrome respiratória aguda grave), conforme levantamento do boletim InfoGripe, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). O cenário chama a atenção para a circulação de vírus respiratórios, especialmente o rinovírus e o SARS-CoV-2, causador da covid-19.
O alerta ocorre em meio a uma tendência de crescimento de casos graves associados a diferentes agentes infecciosos no país. Além do coronavírus, o monitoramento nacional acompanha a circulação do metapneumovírus humano e do rinovírus, que podem provocar infecções respiratórias e evoluir para quadros que exigem atendimento hospitalar.
Em Mato Grosso do Sul, o aumento dos registros de SRAG coloca o Estado em evidência no monitoramento epidemiológico. O cenário exige atenção, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com condições que aumentam o risco de complicações respiratórias.
Vírus respiratórios preocupam autoridades de saúde
O levantamento da Fiocruz mostra que o comportamento dos vírus não é uniforme em todo o território nacional. Enquanto algumas regiões apresentam crescimento de casos associados ao metapneumovírus, outras registram maior participação do rinovírus e do SARS-CoV-2.
A SRAG é caracterizada por sintomas gripais acompanhados de sinais de agravamento, como dificuldade para respirar, desconforto respiratório e queda na saturação de oxigênio. A síndrome pode ser provocada por diferentes vírus e, em situações mais graves, levar à hospitalização.
Embora nem toda infecção respiratória evolua para um quadro grave, a identificação dos agentes responsáveis é importante para orientar as estratégias de vigilância e prevenção.
Crianças e idosos estão entre os grupos que exigem maior atenção
O monitoramento da Fiocruz também destaca a vulnerabilidade de determinados grupos. Crianças pequenas estão entre as mais suscetíveis à ocorrência de SRAG, enquanto pessoas com 65 anos ou mais concentram maior risco de mortalidade pela síndrome.
Por isso, a recomendação é manter a vacinação atualizada, especialmente contra a covid-19 e a influenza, conforme as orientações dos serviços de saúde. Gestantes também devem observar as recomendações de imunização contra o VSR (vírus sincicial respiratório).
Medidas como higienizar as mãos, manter os ambientes ventilados, evitar contato com outras pessoas quando houver sintomas respiratórios e procurar atendimento médico diante de sinais de agravamento também ajudam a reduzir os riscos.
O avanço dos casos em Mato Grosso do Sul reforça a importância do acompanhamento dos indicadores epidemiológicos e da adoção de medidas preventivas. Com diferentes vírus respiratórios em circulação, a atenção aos sintomas e a proteção dos grupos mais vulneráveis continuam sendo fundamentais para evitar complicações e sobrecarga nos serviços de saúde.

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(Revisão: Dáfini Lisboa)







