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Cotidiano

Onda de calor e tempo seco colocam MS em grande perigo à saúde e de incêndios florestais

Saiba o que fazer para driblar os efeitos das altas temperaturas e da baixa umidade relativa do ar
Murilo Medeiros -
Tempo em Campo Grande. (Léo de França, Jornal Midiamax)

Quase todo Mato Grosso do Sul está classificado em “grande perigo” por conta de uma onda de calor que paira sobre o Estado nesta terça-feira (21), conforme o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Além disso, a umidade relativa do ar entre 20% e 30% também causa riscos à saúde e de incêndios florestais.

Apenas Alcinópolis, Bela Vista, Bodoquena, Caracol, Ladário, Pedro Gomes, Porto Murtinho, Sonora e Coxim ficam de fora da lista de cidades com tempo muito seco nesta terça-feira. A previsão de onda de calor é valida para quase todo o Estado, com exceção das regiões norte e do bolsão.

Conforme o Inmet, a onda de calor causa grande perigo até às 18h de sábado (25). Este cenário meteorológico está configurado desde domingo (19), com temperaturas 5°C acima da média.

Na Capital, em Bonito e em Três Lagoas, a previsão é de temperatura máxima por volta dos 35°C ao longo desta terça-feira. Terenos, Corumbá, Aquidauana, Sonora e Inocência registram 36°C. Por fim, Dois Irmãos do Buriti deve marcar a maior temperatura do Estado: 37°C.

Baixa umidade

Cartilha de orientação da Vigidesastres (Programa de Vigilância em Saúde Ambiental Associada aos Desastres), da SES (Secretaria Estadual de Saúde), reforça que a baixa umidade do ar pode desencadear diversos problemas de saúde.

Entre as possíveis complicações, estão: quadros alérgicos, doenças pulmonares, sangramento no nariz, dores de cabeça, desidratação, ressecamento de olhos, boca e pele, eletricidade nas pessoas ou nos equipamentos eletrônicos, além de outras ocorrências.

As recomendações para superar o tempo seco e reduzir os riscos são: ingerir bastante água, umidificar o ambiente, evitar exposição ao sol e atividades físicas nos horários mais quentes, além de redobrar a atenção quanto ao uso de fogo e ao descarte de materiais que possam provocar incêndios.

Portanto, ao notar sinais graves, é necessário procurar atendimento médico. Além disso, é fundamental reforçar a atenção aos sintomas, principalmente nas crianças e nos idosos, pois são mais suscetíveis à desidratação.

Cuide-se

  • Hidrate-se constantemente: beber água regularmente é essencial, principalmente para crianças e idosos, que podem não perceber a necessidade de se hidratar. Ofereça líquidos diversas vezes ao dia e monitore o estado de hidratação.
  • Evite atividades físicas nos horários mais quentes: praticar exercícios ao ar livre deve ser evitado entre 10h e 16h, quando as temperaturas e a radiação solar estão mais elevadas.
  • Cuide da pele e dos lábios: use hidratantes ricos em emolientes logo após o banho e durante o dia. Para os lábios, um protetor labial ajuda a prevenir rachaduras e desconforto.
  • Proteja os olhos: o uso de lágrimas artificiais pode aliviar a irritação ocular em ambientes secos.
  • Evite banhos quentes e longos: prefira banhos curtos e frios para não remover a oleosidade natural da pele, que ajuda na proteção contra o ressecamento.
  • Umidifique os ambientes: utilize umidificadores de ar para manter a umidade em níveis confortáveis (entre 40% e 60%). Essa prática alivia o ressecamento das vias respiratórias e da pele.
  • Ventile os ambientes: embora a umidificação seja importante, garantir a circulação de ar fresco evita o acúmulo de alérgenos e melhora a qualidade do ar interno.
  • Soluções salinas nasais: o uso de soro fisiológico nas narinas ajuda a manter as vias respiratórias umedecidas, prevenindo irritações.
  • Cuidados com grupos vulneráveis: crianças e idosos devem ser monitorados e estimulados quanto à hidratação e ao conforto em ambientes secos.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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