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Cotidiano

Vai deixar seu pet na creche ou em hotel? Confira como ver sinais de alerta na hora de escolher o local

O caso de um cachorro agredido após uma briga com outro cão em uma creche para pets acendeu alerta
Idaicy Solano -
Vai deixar seu pet na creche ou em hotel? Confira como ver sinais de alerta na hora de escolher o local
Tutores devem se atentar se os estabelecimentos são comprometidos com o bem-estar animal. (Foto: Imagem Ilustrativa Gerada com IA)

O caso envolvendo um pastor-australiano, agredido após uma briga com outro cão em um resort, hotel e creche para pets, acendeu um importante alerta aos tutores: como identificar se um estabelecimento que oferece estadia para os animais é confiável?

Confiar nossos animais de estimação aos cuidados de terceiros pode ser um desafio, já que não há como garantir que os bichinhos serão bem cuidados. No entanto, diante da crescente procura por creches e hotéis para pets, seja pela comodidade, seja pela necessidade de cuidados integrais ou na hora de viajar, é possível identificar sinais que ajudam a avaliar se um estabelecimento é uma boa opção.

Creches e hotéis para cães devem contar com um médico-veterinário responsável pelas condições técnico-sanitárias, pela supervisão dos serviços e pela tomada de medidas em situações de emergência ou risco aos animais. Por isso, o primeiro passo é verificar se o estabelecimento possui esse profissional e as licenças exigidas por lei, conforme afirma o médico-veterinário e diretor do CRMV-MS (Conselho Regional de Medicina Veterinária de MS), Diogo Fernandes.

O médico-veterinário acrescenta, ainda, que a exigência do comprovante de vacinação dos pets, por parte do local, também é um sinal positivo. Inclusive, antes de enviar um animal de estimação para um hotel ou creche, ele deve estar com as vacinas básicas em dia, incluindo a vacinação antirrábica e as vacinas contra múltiplas doenças infectocontagiosas, como a V8 ou V10, além do vermífugo e do controle de carrapatos e pulgas.

Diogo ressalta que o protocolo sanitário para cada pet deve ser individualizado e feito pelo médico-veterinário de escolha da família, de preferência um profissional que já acompanha a saúde do animal.

Como identificar sinais de alerta

Fugas, brigas, traumas e quedas podem ocorrer durante estadias em hotéis ou ao frequentar creches. Para evitar que situações adversas causem transtornos aos pets e seus tutores, os estabelecimentos devem ter protocolos emergenciais claros e um médico-veterinário disponível. Também é recomendado um local de referência para atendimentos, como um hospital ou uma clínica veterinária. Se o local não possuir esses protocolos bem definidos, ou se, na admissão, não souberem explicá-los, cabe aos tutores desconfiar.

Conforme explica o médico-veterinário Diogo Fernandes, antes de escolher uma creche ou um hotel, o tutor deve observar se o local tem um médico-veterinário responsável com nome e registro no CRMV-MS. Além disso, os funcionários devem saber quem é esse profissional. Caso não saibam informar, pode ser um sinal de alerta.

Outra dica aos tutores é observar a higiene do local, perguntar a quantidade de animais para cada monitor supervisor e saber se eles são supervisionados o tempo todo. Também é válido verificar com o estabelecimento os horários e o tempo determinado para cada atividade e visitar o local antes de contratar o serviço.

Possíveis sinais de alerta:
  • Quando os animais não ficam separados por categorias;
  • Quando não há exigências sanitárias na admissão do animal;
  • Falta de convênio com outro estabelecimento veterinário em casos de emergência;
  • Quando o estabelecimento não permite visita às instalações.
Confira as dicas do CRMV-MS para escolher a melhor opção para seu pet:
  • Espaço adequado: observar se o local dispõe de diferentes recintos/alojamentos, de modo que seja possível separar animais de diferentes tamanhos, temperamentos e comportamentos;
  • Exigências sanitárias: observar se o local cumpre com todas as exigências sanitárias necessárias para oferecer segurança aos pets;
  • Segurança: observar se os ambientes são seguros, sem possibilidade de fugas, sem exposição excessiva ao calor ou ao frio e se não há entulhos ou produtos químicos expostos;
  • Higiene: o odor ou a presença de dejetos no local podem ser sinais de alerta;
  • Equipe compatível com a demanda: o número de supervisores humanos deve sempre ser compatível com o espaço, e a supervisão deve ocorrer o tempo todo.

Como identificar se houve maus-tratos?

O médico-veterinário e diretor do CRMV-MS, Diogo Fernandes, expressa que animais de estimação que foram expostos a situações adversas costumam demonstrar isso por meio de suas ações e atitudes. Os pets, por exemplo, podem demonstrar agressividade, falta de apetite, emagrecimento, salivação excessiva, aumento da frequência respiratória ou cansaço, orelhas para trás e cauda entre as pernas.

Vômitos ou diarreias, arqueamento de coluna, busca por se esconder ou por um local seguro, como o próprio acolhimento excessivo do dono, também são sinais de atenção. “Sinais isolados não indicam sofrimento, mas o conjunto de sinais pode demonstrá-lo. Observadas as alterações, o animal deve ser levado ao médico-veterinário de sua confiança.”

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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