A luta para descobrir o que comprometeu a saúde da filha levou Cleiciane Leoratto, moradora de Cuiabá (MT), a pedir ajuda financeira para levar Rebeca, de 8 anos, a uma consulta com um neurocirurgião especialista em Goiânia (GO). A menina tem dificuldades de aprendizagem, recebeu diagnósticos de autismo e deficiência intelectual e apresenta uma alteração identificada em exame de ressonância magnética.
A consulta está marcada para o dia 16 de outubro. Para chegar a tempo, mãe e filha precisam sair de Cuiabá (MT) no dia 15, com retorno previsto para o dia 17. A família, porém, enfrenta dificuldades para custear o deslocamento, a estadia e os exames que poderão ser solicitados pelo especialista.
“Hoje eu tô aqui pra defender ela de tudo, pra abraçar ela dos preconceitos, das dificuldades”, desabafa Cleiciane ao falar sobre a filha.
A consulta com o neurocirurgião custa R$ 1,1 mil, sem incluir os possíveis exames. Diante das despesas acumuladas durante a investigação médica, a mãe criou a campanha “Vaquinha Solidária — Ajude a Rebeca a concluir seu tratamento!”.
Problema começou quando menina tinha 1 ano
Segundo Cleiciane, Rebeca nasceu sem problemas aparentes de saúde. As primeiras alterações surgiram quando a menina completou 1 ano, quando a pálpebra começou a cair e o olho ficou estrábico, até perder os movimentos.

A mãe procurou atendimento na rede pública e, preocupada com o risco de perda da visão, buscou um oftalmologista particular. Desde então, a menina passou por seis procedimentos e quatro cirurgias pagas pela família, além de outras duas realizadas por meio do plano de saúde.
Apesar das intervenções, não houve melhora significativa. De acordo com a mãe, a paralisia dos nervos e da musculatura do olho comprometeu a visão, que atualmente corresponde a apenas 22% nesse olho.
O desenvolvimento da fala também ocorreu mais tarde. Rebeca pronunciou as primeiras palavras aos 6 anos e, atualmente, enfrenta dificuldades para aprender a ler e escrever. Ela frequenta a escola com apoio especializado.
Ressonância apontou alteração na cabeça
Durante a investigação, Rebeca recebeu diagnóstico de autismo e deficiência intelectual. A neurologista também solicitou um exame genético para investigar possíveis causas das alterações apresentadas pela menina.
Conforme o relato de Cleiciane, o resultado identificou variantes relacionadas ao autismo e a uma síndrome neurológica rara, mas não esclareceu a origem do problema ocular.
A investigação continuou com novos exames de imagem. Uma ressonância magnética identificou uma mancha na cabeça da menina, que levantou a suspeita de uma possível alteração vascular.
“E essa mancha pode ser o canal de tudo. O médico falou: Mãe, será que ela não teve uma isquemia, um derrame? Será que não tá com um aneurisma isquêmico na cabeça? Só que isso quem vai conseguir avaliar é o neurocirurgião”, relata a mãe.
A hipótese ainda precisa ser avaliada pelo especialista. A consulta em Goiânia foi indicada justamente para investigar a alteração e orientar os próximos passos do tratamento.
Mãe relata dificuldades para custear tratamento
Além da preocupação com a saúde da filha, Cleiciane enfrenta o peso financeiro da investigação médica. Segundo ela, Rebeca já passou por três ressonâncias magnéticas, uma angiorressonância e diferentes terapias, além das intervenções realizadas no olho.
“É muito difícil custear tudo isso. Eu paguei quatro cirurgias. É muito difícil”, afirma.
A mãe também relata que enfrenta críticas e desconfiança ao divulgar a campanha de arrecadação. Segundo ela, algumas pessoas questionam a iniciativa e pedem imagens da criança para acreditar na situação.
“Você acha que a mamãe vai expor uma filha assim? Não vai. É porque ela tá precisando de ajuda. E não é fácil”, desabafa.
Cleiciane afirma que busca apoio para conseguir levar Rebeca ao especialista e entender quais cuidados serão necessários daqui para frente.
“Eu só peço ajuda, que as pessoas me ajudem a ir nesse médico pra poder saber quais os próximos passos eu vou seguir”, pede.
Como ajudar Rebeca
A família recebe contribuições por meio de uma campanha solidária e também disponibiliza uma chave Pix para quem puder colaborar com os custos da viagem e do tratamento.
Chave Pix (CPF): 03525231156/ Titular: Cleiciane Leoratto.
Quem não puder contribuir financeiramente pode ajudar compartilhando o pedido de arrecadação para ampliar o alcance da campanha.
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