Mato Grosso do Sul registrou acumulado de 60 milímetros e rajadas de vento de 109 km/h nesta segunda-feira (2). O temporal causou estragos em pelo menos 14 cidades e deixou 50,6 mil imóveis sem energia às 21h. Nesta manhã, há 18,3 mil casas sem luz no Estado, segundo o radar da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
A maior ventania foi registrada em Bonito, por volta das 18h, e em Santa Rita do Pardo, por volta das 2h da madrugada. Em Aral Moreira, rajadas atingiram 99,7 km/h às 18h. No mesmo horário, Amambai registrou ventos de 84,2 km/h. A mesma velocidade das rajadas foi percebida em Sonora, em torno de 22h.
Também ventou bastante em Paranaíba (77,7 km/h), Laguna Carapã e Itaporã (74,8 km/h), Campo Grande (70,5 km/h), Sidrolândia e Porto Murtinho (70 km/h). Os dados estão disponíveis no monitoramento do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
O temporal, já previsto pela meteorologia, teve mais ventos do que chuva acumulada. No entanto, também houve alto volume de precipitação em Rio Brilhante (60 mm), Itaquirai (44,8 mm), Mundo Novo e Bataguassu (44,6 mm), Dourados e Itaporã (42 mm), Amambai (40,6 mm) e Angélica (39,4 mm).
Estragos em 14 cidades


A Prefeitura de Santa Rita do Pardo decretou emergência devido ao temporal da madrugada. Há registro de casas destelhadas e árvores derrubadas, além de falta de energia em vários bairros — situação já normalizada nesta terça-feira (3). O acesso ao cemitério chegou a ficar interditado por uma árvore caída no Dia de Finados.
Ponta Porã foi uma das cidades mais atingidas pelos estragos do temporal. Uma torre de rádio, com mais de 80 metros de altura, se retorceu com a ventania e acabou cedendo. As rajadas foram acompanhadas de poeira e de queda de galhos e fiação elétrica em vias públicas.
Em Bonito, pelo menos uma árvore caiu na Rua 24 de Fevereiro, região central da cidade, ao lado de um mercado. Na mesma região, o município de Jardim também registra estragos em vários pontos. Telhas de zinco foram arrancadas pelo vento e a cobertura de um posto de combustíveis cedeu no Centro. Além disso, houve quedas de galhos e de árvores.
Rio Brilhante é a única cidade com registro de alagamentos até o momento. O município, com maior volume de chuva acumulada, teve chuva por cerca de 20 minutos. Na Rua Jeová da Fonseca, um carro ficou ilhado e precisou ser empurrado para sair do trecho alagado, segundo o RB Notícias.
Em Campo Grande, o Jornal Midiamax recebeu relatos de falta de energia em bairros como o Jardim Petrópolis, Vila Albuquerque e Itamaracá. Além disso, árvores tombaram sobre um poste no Nova Campo Grande.
Árvores caídas interditaram trecho da BR-262, próximo a Dois Irmãos do Buriti. Imagens mostram pessoas tentando retirar os troncos e galhos. Em Itaquiraí, o principal problema foi a falta de luz na zona rural, conforme a Energisa. Quedas de árvores e descargas atmosféricas causaram a falta de energia.
O município de Aral Moreira teve várias casas destelhadas, árvores caídas e muros destruídos. “Muitos danos materiais, mas, graças a Deus, ninguém ferido”, detalhou a prefeita Elaine Aparecida Soligo ao Jornal Midiamax.



Já em Tacuru, granizo e ventos fortes danificaram residências e derrubaram árvores. Quedas de galhos na rede elétrica também provocaram falta de energia em pontos da cidade. A prefeitura teve de distribuir lonas para cobrir residências afetadas.
Também há registros de danos causados pelo vento em Ivinhema, onde as rajadas destruíram o beiral de uma fazenda, casas foram destelhadas e árvores arrancadas, segundo o site Vale do Ivinhema. Ainda, houve registro de estragos em Novo Horizonte do Sul, conforme o portal Iviagora.
Além disso, há registros de quedas de árvores no município de Aquidauana. Equipes da prefeitura trabalharam de madrugada para a retirada. Em Anastácio, um trecho da BR-262 chegou a ser interditado à noite depois que uma árvore caiu no meio da estrada, conforme o Aquidauana News.
Mais de 50 mil imóveis sem energia
O painel de monitoramento das interrupções de energia não programadas mostra que 50.654 imóveis ficaram sem luz por volta das 21h em Mato Grosso do Sul. No entanto, o número de consumidores com problemas no fornecimento de energia caiu ao longo da madrugada.
Desde as 3h da madrugada, há cerca de 17 mil imóveis sem energia no Estado. A última atualização mostra 17.191 unidades consumidoras com interrupção não programada.
Aquidauana lidera o ranking de imóveis sem energia nesta manhã, com 2.278 residências, o que corresponde a 12,59% da cidade. Em seguida, aparece Campo Grande com 1.388 unidades. Também falta luz em Nova Alvorada do Sul (1.151 imóveis), Ponta Porã (1.027), Miranda (899), Anastácio (807) e Sidrolândia (802).
Proporcionalmente, Aral Moreira tem o maior percentual de unidades consumidoras sem energia (18,14%). Em Jaraguari, 15,05% das casas estão sem luz; 13,45% em Nova Alvorada do Sul; e 12,7% em Caracol.

O que diz a Energisa?
“Estamos com algumas ocorrências espalhadas pelo estado, em sua maioria provocadas por condições climáticas, como vento forte e descargas atmosféricas. Apesar dos estragos, nenhuma cidade teve o fornecimento de energia interrompido por completo. Os trechos foram isolados, possibilitando a continuidade do fornecimento de energia para os demais clientes. Equipes da concessionária já atuam nos casos.
Em Aquidauana, a rede também foi danificada por galhos e árvores. Não temos nenhum bairro impactado por completo, mas temos ocorrências espalhadas. Neste momento, cerca de 88% dos clientes do município estão com o fornecimento de energia regular. Equipes técnicas já seguem atuando nas ruas, realizando os reparos, para restabelecer os clientes ainda impactados“.
*Editado às 9h para inclusão de nota.
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(Revisão: Nichole Munaro)








