Pular para o conteúdo
Transparência

STJ pode anular megaoperação contra desvios de R$ 27 milhões após ação contra juíza

Esquema pressionava prefeituras em MS a comprar livros das gráficas da família Jafar, segundo o Gaeco
Gabriel Maymone -
Advogados estão entre presos de operação que apura desvio de R$ 27 milhões em MS
Operação Gutenberg. (Marcos Ermínio, Jornal Midiamax)

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) vai analisar pedido de impedimento da juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna, do Núcleo de Garantias de , sobre as decisões tomadas no bojo da Operação Gutenberg, do Gaeco, que revelou esquema que desviou mais de R$ 27 milhões de prefeituras em Mato Grosso do Sul.

O pedido foi feito pela defesa do empresário Giovanni Paroschi Jafar, que quer “declarar a nulidade dos atos decisórios praticados pelo Juízo da 2ª Vara Criminal de Campo Grande por incompetência, notadamente o recebimento da denúncia e a manutenção da custódia“.

O caso está ‘concluso para decisão’ do relator, ministro Messod Azulay Neto. O magistrado solicitou explicações à magistrada e justificou: “É imprescindível a aferição dos elementos de convicção que envolvem a controvérsia para verificar a existência das ilegalidades sustentadas“.

O MPF (Ministério Público Federal) também emitiu um parecer. Ao fim, o pedido será analisado pela Quinta Turma da Corte Superior em data que ainda não foi marcada pela Corte Superior.

A operação revelou que o grupo seria chefiado pelo clã Jafar, segundo as investigações, e tinha como membro o ex-chefe da regulação da Saúde, Ed Carlo Britto Burgatt. O esquema consistia em usar a estrutura de liberação de exames para pressionar prefeitos a comprarem livros das gráficas dos Jafar.

A matriarca, apontada como mentora do esquema – e mãe de Giovanni -, Rossana Paroschi Jafar, e Felipe Paroschi Jafar, também estão presos.

Marido de juíza já atuou no caso

Conforme o pedido feito pelo advogado José Belga Trad, o marido da juíza May Melke, o juiz Eduardo Eugênio Siravegna Júnior, já havia atuado no mesmo caso, em 2023, proferindo decisão que determinou a quebra de sigilos bancários, fiscais e telemáticos de Giovanni e dos demais investigados.

As investigações da Operação Gutenberg, deflagrada no dia 7 de julho, começaram em 2023, quando o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) recebeu envelope com denúncia de que a Editora Avante (CNPJ 44.284.055/0001-46) firmou contrato de R$ 1 milhão com a Prefeitura de Miranda, mesmo sendo recém-criada e com capital social de R$ 40 mil, além de estar sediada em São Bernardo do Campo, região metropolitana de .

Ocorre que, na época, Giovanni estava casado com Rhayane Souza Fanaia, proprietária da editora, colocada como ‘laranja’ pela família Jafar. Ela aceitou ser laranja da sogra, Rossana Jafar, para receber 1% do lucro do esquema de corrupção.

Na ocasião, quem autorizou a quebra de sigilos do casal e da editora foi o juiz Eduardo Siravegna, que estava na 2ª Vara Criminal, na época.

Agora, a defesa de Giovanni invocou o Código de Processo Penal (art. 252, I), o Código de Processo Civil (art. 147) e o Código de Organização Judiciária de MS (art. 155), que proíbem que um juiz atue em um processo ou ato no qual seu cônjuge ou parente até o 3º grau já tenha atuado previamente.

O que acontece se ela for declarada impedida?

Gaeco apreendeu mais de R$ 200 mil em espécie em apreensão autorizada pela juíza May Melke. (Divulgação, Gaeco)

🚨 Não perca nada! Entre no nosso canal de Política no WhatsApp e receba notícias direto no seu celular

A atuação de um juiz legalmente impedido gera a nulidade absoluta de todos os atos decisórios praticados por ele no feito. Por essa razão, a defesa argumenta que as ordens de prisão e busca decretadas pela magistrada não possuem validade jurídica, e o réu deve ser solto.

Se a juíza May Melke for declarada impedida, todas as decisões assinadas por ela se tornarão nulas. Logo, os investigados que ainda estão presos terão suas prisões anuladas e serão soltos.

Os mandados de busca e apreensão assinados por ela e as provas derivadas também perdem validade jurídica e não podem mais ser usados no processo.

Então, o processo seria remetido ao substituto legal da juíza, para ele reanalisar cada decisão tomada por ela. Provas geradas pela quebra de sigilo autorizada pelo juiz Eduardo ainda seriam válidas, por exemplo.

Sabe de algo que o público precisa saber? Fala pro Midiamax!

Se você está por dentro de alguma informação que acha importante o público saber, fale com jornalistas do Jornal Midiamax!

E pode ficar tranquilo, porque nós garantimos total sigilo da fonte, conforme a Constituição Brasileira.

Fala Povo: O leitor pode falar direto no WhatsApp do Jornal Midiamax pelo número (67) 99207-4330. O canal de comunicação serve para os leitores falarem com os jornalistas. Se preferir, você também pode falar com o Jornal direto no Messenger do Facebook.

Compartilhe

Notícias mais buscadas agora

Saiba mais
Com declaração apaixonada, Nero celebra 15 anos ao lado de Karen Brusttolin: ‘o sorriso dela me chamou’

Com declaração apaixonada, Nero celebra 15 anos ao lado de Karen Brusttolin: ‘o sorriso dela me chamou’

Ele cresceu! Aos 12 anos, filho de Sandy faz raríssima aparição em fotos de Lucas Lima

Ele cresceu! Aos 12 anos, filho de Sandy faz raríssima aparição em fotos de Lucas Lima

vagas

Concurso com 174 vagas em Aral Moreira recebe inscrições até quarta-feira

Montanha em MS? IBGE lança mapa com classificação inédita do relevo brasileiro

Montanha em MS? IBGE lança mapa com classificação inédita do relevo brasileiro

Notícias mais lidas agora

Advogados estão entre presos de operação que apura desvio de R$ 27 milhões em MS

STJ pode anular megaoperação contra desvios de R$ 27 milhões após ação contra juíza

Efeito pandemia: número de endividados é o menor desde abril em Campo Grande

MS tem 60% da população endividada e R$ 11 milhões em contas atrasadas, diz Serasa

Cemitério

Campo Grande tem 19 missas e três cultos em cemitérios neste Dia de Finados

Com aposta simples, morador de Itaquiraí ficou milionário no sorteio da Lotofácil de R$ 206 milhões

Após temporal, zona rural de Itaquiraí tem energia elétrica restabelecida

Últimas Notícias

Cotidiano

Dourados estende programa de regularização com desconto de 100% sobre juros e multas

Contribuinte em dívida com o Município ganhou mais 30 dias quitar pendências

Cotidiano

Com possível onda migratória, paraguaios expõem problemas de saneamento do país vizinho de MS

Dados mostram aumento de 5.000% nas pesquisas sobre ‘como morar no Paraguai’

Brasil

Pecuarista suspeito de matar ex-companheira é encontrado morto em Rifaina, SP

Corpo foi encontrado pelo genro em um morro próximo a propriedade do pecuarista

Polícia

Boliviano é preso com 30 kg de Skank em ônibus que seguia de Corumbá para São Paulo

Droga estava dividida em duas malas, dentro do bagageiro