A LG inaugurou, nesta quinta-feira (13), sua primeira fábrica para a produção de linha branca no Brasil. O objetivo da companhia é trazer para o país a força da sua principal frente de negócios a nível mundial, responsável por 38% do faturamento.
Em uma planta de 770 mil metro quadradas instalada em Fazenda Rio Grande, em Curitiba, foram investidos cerca de R$ 1,5 bilhão. Essa é a segunda fábrica da LG no país, junto com a de Manaus, que opera há 30 anos produzindo TVs, equipamentos de climatização e monitores.
A ideia da nova planta é que toda a produção seja local. Isso irá diminuir em 80% o prazo de entrega ao varejo. As geladeiras serão os primeiros produtos, após estabilização, serão produzidas máquinas lava e seca.
Neste início, o complexo poderá produzir 600 mil geladeiras por ano. Segundo a companhia, essa escala permite a montagem de uma geladeira a cada 14 segundos. O objetivo é conseguir, nos próximos anos, 20% do mercado de produtos da linha branca, dominado por empresas como Brastemp e Electrolux.
A estimativa é que, neste ano, o volume de vendas ultrapasse as 6 milhões de unidades. Apesar da fábrica operar somente em um turno, a ideia é ampliar a escala conforme a demanda e nacionalizar os mais de 25 modelos de portfólio da LG.
A LG trouxe técnicos sul-coreanos para ajudar a entender e mapear padrões de consumos, com objetivo de entender o gosto nacional e tropicalizar as geladeiras. O slogan da comunicação será “Brasileira, do jeito que deve ser”.
O processo de fabricação de cada geladeira, leva, em média, 1 hora para ser concluído. Segundo o vice-presidente de vendas de home solutions da LG, Rodrigo Fiani, a fábrica paranaense é a mais moderna nos centros de produção da empresa no mundo.
“A fábrica tem uma linha única. Geralmente você tem uma linha para uma coisa, outra para outra coisa. É a mesma linha que produz tudo. E essa flexibilidade de conseguir produzir vários modelos ao memso tempo dá condição de sempre ter tood o portfólio do produto para entregar em qualquer demanda”, afirma Fiani.
Para os próximos anos, a fábrica objetiva abastecer todo o mercado sul-americano. A localizção, inclusive, facilita o escoamento da produção e traz ganhos logísticos para a operação. A proposta também visa repetir o modelo adotado em Manaus, em que diversos produtos são fabricados em diferentes fábricas internas.
*Com informações da Folha de S.Paulo
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