A produção aquícola de Mato Grosso do Sul registrou R$ 176 milhões em 2025, valor inferior ao de 2024, quando o setor alcançou R$ 213 milhões. A variação representa uma queda de aproximadamente 17,2% no valor gerado pela atividade no Estado.
Conforme os dados da PPM (Pesquisa da Pecuária Municipal), do IBGE (Instituto Nacional de Geografia e Estatística), divulgados nesta quarta-feira (30), Mato Grosso do Sul registrou produção de 20,1 mil toneladas no ano passado e ocupa a 13ª posição no ranking nacional. O volume produzido também sofreu redução, de 9,3%, em relação a 2024, quando a produção alcançou 22,2 mil toneladas.
Conforme os dados da série histórica, MS sofre redução na atividade desde 2022, ano em que foi registrado o maior volume, com 29,1 mil toneladas produzidas. Os cinco maiores produtores dentro do Estado em 2025 foram Selvíria (7,9 mil t); Mundo Novo (3,3 mil t); Dourados (5 mil t); Aparecida do Taboado (2,4 mil t); e Itaporã (1,8 mil t).
No cenário nacional, 22 das 27 Unidades da Federação apresentaram crescimento na produção aquícola entre 2024 e 2025, sendo o Paraná o estado com maior volume (214 mil t), enquanto o Amapá apresentou o menor volume, com 1,1 mil t. O maior crescimento percentual foi registrado na Paraíba, com aumento de 85,2%. Já Mato Grosso do Sul apresentou a segunda maior retração entre os estados, com queda de 9,3%, ficando atrás apenas do Amazonas, que registrou redução de 20,0%.
Produção de mel cai em 4,5%
A produção de mel de abelha em Mato Grosso do Sul também registrou queda em 2025. Conforme o levantamento, foram produzidos 732.047 kg, quantidade inferior à produzida em 2024, de 766.805 kg, uma queda de 4,5% no período de um ano. A maior produção estadual da série histórica ocorreu em 2017, quando foram produzidas 1,2 mil toneladas.
O valor da produção também recuou, sendo estimado em R$ 14 milhões, uma queda de aproximadamente 3,6% em relação aos R$ 14,5 milhões registrados em 2024. Apesar da redução, MS segue entre os 15 maiores produtores de mel de abelha do país.
Três Lagoas foi o município com maior volume de produção, com 130.653 kg. Também foi destaque o município de Dourados, que passou da 10ª colocação no ranking estadual em 2024, com 16.450 kg, para a 4ª posição em 2025, com 35.750 kg, um aumento de 117,3% na produção.
Já a cidade de Jardim, que ocupava a 3ª colocação estadual em 2024, com 41.500 kg produzidos, passou para a 6ª posição em 2025, com 33.450 kg, uma redução de 19,4% na quantidade produzida.
No cenário nacional, oito estados apresentaram queda na produção no ano passado. No período, o maior crescimento percentual foi registrado no Maranhão, com avanço de 37,8%, enquanto Pernambuco apresentou a maior redução, com recuo de 32,8%.
Cai em 2,9% a produção de leite
O efetivo de vacas ordenhadas no Estado em 2025 foi de 144.342 animais, 2,9% a menos que o ano anterior (148.676). Entre os municípios com maior número de vacas ordenhadas, destaca-se Itaquiraí (15.556 vacas), um aumento de 25,8% em relação a 2024. Já Paranaíba, que ocupava a segunda posição em 2024, caiu para a terceira, com 7.095 vacas em 2025, enquanto Bataguassu subiu para o segundo lugar, com 7.157.
No cenário nacional, Minas Gerais segue sendo o maior estado produtor de leite do país, com 10,1 bilhões de litros, seguido pelo Paraná, com 4,8 bilhões. Já Mato Grosso do Sul ocupa a 21ª posição, com 264,4 milhões de litros de leite.
Em MS, a redução no número de vacas ordenhadas refletiu na produção de leite em 2025. Ao todo, foram produzidos 264,415 milhões de litros, uma queda de 3% em relação aos 272,653 milhões de litros registrados no ano anterior.
Apesar da menor produção, o valor gerado pela atividade alcançou R$ 670,6 milhões, alta de 2,4% em comparação com 2024. Itaquiraí manteve a liderança na produção de leite do Estado, com 34,9 milhões de litros, volume 25,8% superior ao registrado em 2022.
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(Revisão: Nichole Munaro)







