O Brasil enfrenta a Noruega neste domingo (5), às 16h (horário de MS), pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A partida será, literalmente, um grande desafio para a Seleção, que medirá forças contra uma equipe com média de altura 5 centímetros maior que a brasileira. Com isso, a bola aérea pode ser uma jogada muito explorada pelo rival e levar perigo ao gol de Alisson.
Considerando a última escalação titular de ambas as seleções, a Noruega tem clara vantagem pelo alto. Contra a Costa do Marfim, os 10 jogadores titulares de linha (sem contar o goleiro) somaram média de 1,87 m. Por outro lado, contra o Japão, os titulares brasileiros tinham média de 1,82 m.
Uma alteração já é certa: Lucas Paquetá, de 1,80 m, está fora do jogo por lesão e pode ser substituído por Danilo Santos (1,77 m), Ederson (1,83 m), Fabinho (1,87 m), Gabriel Martinelli (1,80 m) ou até Neymar (1,75 m). No time, apenas Gabriel Magalhães tem 1,90 m entre os jogadores de linha, além de Igor Thiago, com 1,91 m, que é reserva.
Já na Noruega, metade dos jogadores de linha tem altura superior à do mais alto dos brasileiros. O zagueiro Ajer lidera a lista, com 1,96 m, seguido por Berge e Sorloth, com 1,95 m, o artilheiro Haaland, com 1,94 m, e o outro zagueiro, Heggem, com 1,92 m. Os demais jogadores também não são baixos: ficam entre 1,78 m e 1,85 m.
Perigo na bola aérea
Por isso, uma das principais armas da Noruega contra o Brasil pode ser o jogo pelo alto. Os dois atacantes Haaland e Sorloth são especialistas na bola aérea e somam muitos gols de cabeça na carreira.
No entanto, dos dez gols feitos pela seleção norueguesa nesta Copa, apenas dois foram em jogadas aéreas. Ambos foram marcados contra o Iraque, na goleada por 4 a 1, na estreia. No mesmo jogo, inclusive, a Noruega sofreu um gol do Iraque pelo alto.
Os dois gols sofridos pela Seleção Brasileira neste Mundial foram por baixos, após a perda da posse de bola. No entanto, contra a Escócia, o Brasil cedeu ao menos duas oportunidades de gol em bolas aéreas escocesas, que foram impedidas pela defesa e por Alisson. Na partida, a altura média da Escócia era de 1,85 m.
Por outro lado, o Brasil também deve estar atento a outras jogadas norueguesas. Dois gols do adversário na Copa foram de roubadas de bola, justamente o tipo de jogada em que a Seleção Brasileira sofreu. A Noruega também marcou um gol de fora da área e um de contra-ataque, além de quatro após boa troca de passes e bolas enfiadas nas costas da marcação.
Rival invicto
Para eliminar o rival, o Brasil precisará quebrar tabus vigentes há mais de 24 anos. Primeiro, não vence europeus em duelos de mata-mata da Copa do Mundo desde 2002, quando foi pentacampeão mundial contra a Alemanha.
Em 2006, 2010, 2018 e 2022, parou nas quartas de final, sempre contra europeus. França, Holanda, Bélgica e Croácia foram os rivais que eliminaram a Seleção. Já em 2014, protagonizou o maior vexame de sua história ao perder de 7 a 1 para a Alemanha, em casa, na semifinal.
O outro tabu que precisará quebrar para se classificar é o de nunca ter vencido a Noruega. Em quatro jogos, foram dois empates e duas derrotas, sendo uma delas em Copas do Mundo. A primeira partida entre as seleções foi em 1988 — um tabu que já dura 38 anos.
A ‘pressão’ sentida pelos brasileiros nos pênaltis contra a Croácia, na última Copa, é justamente um dos fatores que jogam a favor do rival novamente neste domingo. Enquanto a Noruega entra em campo ‘livre’ de responsabilidades, sem favoritismo, o Brasil carrega o peso de sua camisa histórica e de uma seca de 24 anos sem a taça.
Haaland aproveitou para reforçar esse cenário após a classificação norueguesa sobre a Costa do Marfim, na terça-feira (30). Ele disse que a Noruega tem ‘poucas possibilidades’ de eliminar o Brasil, jogando o favoritismo para o lado brasileiro.
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(Revisão: Nichole Munaro)










