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Política

Não há equivalência com RJ sobre conflitos entre facções e ataque a comboio em MS, diz Barbosinha

Faccionado do PCC era um dos suspeitos na morte de PM em Corumbá e foi morto durante ataque a comboio do Bope no último sábado (4)
Thalya Godoy -
Vice-governador, Barbosinha já foi secretário de segurança de MS. (Madu Livramento, Jornal Midiamax)

O vice-governador de Mato Grosso do Sul, José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), classificou como “luta” o combate ao avanço do crime organizado em Mato Grosso do Sul. Na tarde do último sábado (4), um ataque a um comboio da Polícia Militar terminou com a morte de um suposto envolvido na execução de um policial em

Informações obtidas pelo Midiamax apontam que a guerra entre PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) teria causado a morte do agente.

Barbosinha já foi titular da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e afasta o temor da população de comparar a situação em Mato Grosso do Sul à do .

“Eu não vejo que haja singularidade de colocar o que acontece no Rio de Janeiro associado a Corumbá. Rio de Janeiro é zona conflagrada de guerra, espaço ocupado pela criminalidade. Eu não vejo como estabelecer um paralelo. Temos problemas, estamos enfrentando os problemas, mas não tem como você atribuir equivalência da situação do Rio com Corumbá. Estamos acompanhando e enfrentando”, declarou. 

Moradores compararam o cenário na Cidade Branca com o Rio de Janeiro, conhecido pelo frequente tiroteio entre policiais e membros de organizações criminosas. “O ‘bagulho’ tá louco aqui no posto, hein?! Os policiais do Bope estavam transportando os presos e os bandidos fecharam os policiais no posto. Começaram a trocar tiros de fuzil, os caras correram tudo para o mato com fuzil. Do nada, começaram a encostar vários policiais ali, Choque, PRF [Polícia Rodoviária Federal], PM. Os caras trocando tiros de fuzil no posto”, falou um morador da região.

Rubens Zilio Neto era suspeito na tentativa de execução de um suposto integrante do CV (Comando Vermelho), que levou à morte do policial Marcelo Pimenta. As informações preliminares são de que ele seria o condutor do veículo. 

“Eles [do crime organizado] querem [avançar], mas o Governo está muito atento, acompanhando para não deixar que eles floresçam. Agora é uma luta, é uma luta, é uma estrutura de crime organizado que estão enfrentando a resistência do Estado.
Agora uma coisa eu tenho certeza, o Estado vai vencer”, afirmou o vice-governador. 

Ataque a comboio

O terceiro suspeito envolvido na tentativa de execução de um suposto integrante do CV (Comando Vermelho) que levou à morte do policial Marcelo Pimenta foi assassinado após um ataque ao comboio do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), em Corumbá, no sábado (4).

Conforme apurou o Jornal Midiamax, as equipes do Bope estariam em quatro viaturas — sendo uma delas descaracterizada — transportando o suspeito de Corumbá com destino a Campo Grande. Esse preso seria vinculado ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

Na ocasião, os militares teriam parado em um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-262, no distrito de Albuquerque, para trocar o pneu de um dos veículos quando tiros de fuzil foram disparados de uma área de mata.

Os tiros, disparados por supostos integrantes do Comando Vermelho, teriam atingido o suspeito, que não resistiu e morreu no local. A reportagem apurou ainda que haveria um prêmio em dinheiro, entre R$ 200 mil e R$ 2 milhões, pela vida desse suspeito.

O Bope iniciou as buscas pelos criminosos após a troca de tiros. Mais equipes policiais foram enviadas ao local para prestar apoio.

Os fuzis em posse dos criminosos que teriam atirado no preso transportado na viatura do Bope chamaram a atenção de quem passava pelo local.

Nenhum policial teria se ferido. O Jornal Midiamax tentou falar com o Comando-Geral da PMMS e a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), mas não houve resposta.

Um policial militar morreu após ser atingido por um tiro de fuzil na terça-feira (30), durante tentativa de abordagem. Naquela noite, horas antes da morte do PM, três criminosos teriam efetuado disparos contra uma casa em Ladário, com o intuito de matar um integrante do CV conhecido como “Coelho”.

Guerra entre PCC e CV causou morte de policial

Informações obtidas pelo Jornal Midiamax indicam que, antes da ação policial, os criminosos teriam ido até uma casa em um Fiat Argo, no município de Ladário, com o intuito de matar um integrante do CV (Comando Vermelho) conhecido como “Coelho”. Três homens efetuaram disparos, mas o alvo conseguiu escapar. O trio fugiu, e a polícia foi acionada para diligências.

Já em Corumbá, quando a equipe tentou abordar os atiradores na Rua Totico de Medeiro, o policial Marcelo foi atingido por um tiro de fuzil, e os criminosos fugiram novamente. Logo, os militares tomaram conhecimento de que os suspeitos estariam tentando atravessar a fronteira para a Bolívia. Foi feito contato com a polícia boliviana, que localizou dois homens.

Ewerton assumiu a participação no assassinato do policial e passou a indicar os locais onde estaria escondida parte das armas. Informações obtidas pelo Jornal Midiamax indicam que ele e o comparsa integravam o PCC (Primeiro Comando da Capital), sendo que Ewerton ficava com as funções de “disciplina” e “paiol”, enquanto Rubens exercia a função de “missionário”.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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