Rubens Zílio Neto, vulgo “Apolo”, morto durante um ataque ao comboio de viaturas do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) que realizava a sua transferência de Corumbá a Campo Grande, era possivelmente o condutor do Fiat Argo onde estavam os suspeitos por atirarem de fuzil no soldado da PM Marcelo Pimenta dos Santos.
Na noite da última terça-feira (30), o soldado Marcelo morreu após ser atingido por um tiro de fuzil durante uma tentativa de abordagem do Getam (Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico). O militar tentava abordar o Fiat Argo no qual havia três criminosos, que, momentos antes, teriam efetuado disparos contra uma casa em Ladário, com o intuito de matar um integrante do CV (Comando Vermelho).
Segundo apurado pela reportagem do Jornal Midiamax, “Apolo” foi apontado por estar conduzindo o Fiat Argo, de cor prata, utilizado na ação. Já o seu comparsa, Everton da Silva Viana, possivelmente estaria no banco de trás, de onde há suspeita de ter saído o disparo contra o militar. Ambos morreram.
“Apolo” morreu na noite de sábado (4), durante sua transferência de Corumbá para Campo Grande, após passar por audiência de custódia. A escolta policial estava sendo realizada por viaturas do Bope — segundo apurado, quatro participavam, sendo uma descaracterizada.
No entanto, em determinado momento, o pneu da viatura que transportava “Apolo” teria furado. Quando os militares desembarcaram para retirar o estepe da viatura, “Apolo” foi alvejado por disparos vindos de uma área de mata, em frente ao posto de combustíveis.
‘Prontos para revidar’
O policiamento na fronteira de Corumbá com a Bolívia foi reforçado após a morte do policial militar Marcelo Pimenta. Durante coletiva de imprensa na última quarta-feira (1º), o comandante-geral da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul), coronel Renato dos Anjos Garnes, disse que um reforço policial foi feito em Corumbá, na região de fronteira, e em Ladário.
O comandante-geral também pontuou que a corporação está em constante formação e está preparada para reagir. “A Polícia Militar está em constante formação, sempre estudando. O que acontece é que os criminosos resolveram reagir às ações dos militares e aí acontecem esses confrontos. Se eles quiserem confrontar, a PMMS está preparada para reagir”, afirmou o coronel Renato dos Anjos Garnes.
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(Revisão: Nichole Munaro)










