O Estádio Universitário Pedro Pedrossian, conhecido como Morenão, segue com sua reabertura indefinida. Sem receber jogos oficiais desde meados de 2022, o maior estádio de Mato Grosso do Sul aguarda obras de adequação e requalificação funcional para ter a bola rolando em seu gramado novamente.
A reforma, que ainda não começou, estava prevista para ser concluída em janeiro de 2027. A expectativa, segundo o coordenador-geral do estádio, André Chita, continua sendo a utilização do Morenão no Campeonato Estadual do próximo ano, mas pode ocorrer apenas em fevereiro.
Em 2026, o primeiro jogo do Sul-Mato-Grossense ocorreu no dia 18 de janeiro. O calendário do próximo ano ainda não foi divulgado pela FFMS (Federação de Futebol de Mato Grosso do Sul).
As obras estruturais no estádio ainda não começaram devido ao andamento do processo licitatório. No dia 4 de setembro, foi publicado pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul) o edital de licitação para a reforma, que prevê prazo de conclusão de até seis meses. No último dia 21, foram definidas as duas empresas participantes, que seguiram os critérios do edital, enquanto outras três foram desclassificadas por falta de documentos obrigatórios.
Reforma deve começar nos próximos dias

Após a definição das empresas contempladas, a Agesul realiza a verificação das propostas e a análise dos documentos para escolher a construtora responsável pelas obras. Com isso, as obras devem começar em cerca de dez dias, segundo André Chita.
Representantes do Governo do Estado e da FFMS devem se reunir com responsáveis da empresa contemplada na próxima semana, para discutir o andamento da reforma. As empresas são consideradas ‘de grande porte’ e, apesar do prazo de seis meses para entrega do estádio, podem concluir as obras em dois ou três meses, conforme afirmou André Chita.
Por outro lado, o gramado do Morenão já está em obras desde o início de julho. A manutenção prevê substituição total do campo, em obra de cerca de R$ 1,8 milhão, que conta com o aporte financeiro da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). A parceria firmada com a FFMS também inclui um novo sistema de irrigação no gramado, além de reformas nos bancos de reservas, vestiários e pista de atletismo.
No mês passado, o presidente da CBF, Samir Xaud, visitou o estádio e afirmou que gostaria de ter uma obra como essa em Roraima, seu estado natal.
Final garantida

Com a troca do gramado em execução, o campo deve ser entregue com condições de jogo já em dezembro de 2026. Apesar de não definir a data da reabertura, o coordenador-geral do estádio garantiu ao menos as fases finais do Sul-Mato-Grossense de 2027 sediadas no Morenão.
“As semifinais e as finais, sim, pelo menos, estão garantidas no estádio. A expectativa é essa”, afirmou ao Jornal Midiamax. Neste ano, as semifinais ocorreram nos dias 15 e 18 de março, enquanto os jogos da final foram disputados em 21 de março e 2 de abril.
Segundo André Chita, o projeto era entregar o Morenão em janeiro de 2027. No entanto, situações burocráticas de licitação podem atrasar levemente a reabertura do estádio. A concessão do estádio da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) ao Governo do Estado foi assinada em 31 de março, válida por 35 anos.
Reabertura parcial

O Morenão, quando reaberto, deve ter capacidade para cerca de 12 mil pessoas. Isso porque as reformas não englobam todos os setores das arquibancadas. Apenas um lado do estádio será usado, o mesmo que já estava em uso entre 2017 e 2022.
Mesmo sem sua capacidade máxima de cerca de 40 mil pessoas, o Morenão comporta em torno de 3 a 4 vezes mais do que o público máximo do Estádio Jacques da Luz, nas Moreninhas, utilizado atualmente pelos times de Campo Grande em campeonatos estaduais e nacionais.
O coordenador-geral do Morenão explicou que a ideia inicial é poder, no mínimo, reabrir o estádio para jogos locais e eventos culturais. Depois, a depender da adesão do público, o Governo do Estado pode dar continuidade às reformas no restante do estádio, principalmente com a possibilidade de uma PPP (parceria público-privada).
A parceria tornaria possível uma modernização do Morenão, o que poderia colocar o estádio entre as grandes arenas do país, apto a receber partidas do mais alto nível do futebol nacional e outras atrações, como shows e festivais.
O que será feito na reforma?

Ao todo, a reforma custará R$ 17,8 milhões aos cofres do Governo do Estado, divididos em quatro níveis: térreo e estrutura base; nível intermediário e rampas principais; circulação superior; e arquibancadas, cabines de imprensa e acessibilidade.
Na prática, cada nível conta com serviços específicos e substituições de estruturas antigas por novas. Também serão reformadas as instalações hidrossanitárias e elétricas, que, juntas, custarão cerca de R$ 6,1 milhões.
A maioria das mudanças pretende garantir a segurança do público e a readequação do estádio. Serão construídos novos corrimãos, guarda-corpos e rampas de acesso às arquibancadas, assim como portas do tipo corta-fogo e a substituição de portões. As obras também preveem medidas de segurança, como pisos antiderrapantes e sinalização nos degraus.
Em nível de acessibilidade, serão construídas plataformas de acesso para o público PcD (pessoa com deficiência). Também estão previstas reformas nas cabines e na sala de imprensa, com mudança completa no acabamento e na estrutura interna.
Empresas contempladas

As empresas participantes da licitação para reforma do Morenão são a Alcance Engenharia e Construção Ltda., de Minas Gerais, e a Engetal Engenharia e Construções Ltda., de São Paulo. Ambas foram contempladas após atenderem aos critérios previstos no edital. Agora, a Agesul deve definir quem será a responsável pelas obras após análise dos documentos.
Antes, foram desclassificadas outras três empresas: CR Arquitetura e Construção Ltda. e Engelec Engenharia Elétrica e Civil Ltda., de Campo Grande, e Sustentare Empreendimentos Ltda., de Minas Gerais, todas por falta de documentos obrigatórios e de proposta inicial.
Tanto a Alcance Engenharia quanto a Engetal Engenharia possuem empreendimentos entregues em diversos estados do país e, segundo André Chita, são consideradas ‘de grande porte’. As duas, inclusive, possuem obras em Mato Grosso do Sul.
A Alcance Engenharia é responsável pela construção do Centro de Diagnóstico e Especialidades Médicas em Dourados, localizado a 231 quilômetros de Campo Grande. O contrato foi firmado em 2021 e, em outubro de 2024, foi assinado um termo aditivo de R$ 18 milhões para a obra.
Já a Engetal tem obras em andamento em Campo Grande e em Dourados. Na Capital, a empresa é responsável pela implantação da Unidade Prisional de Baixa Complexidade da Gameleira III, em licitação estimada em R$ 22 milhões. Em Dourados, a construtora realiza a construção do terminal de passageiros no Aeroporto de Dourados. As obras giram em torno de R$ 9,8 milhões.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)










