Quem acompanha os vídeos de Regis Soler conhece uma parte de Campo Grande que nem sempre aparece nos roteiros tradicionais. Longe do movimento das avenidas e dos pontos mais conhecidos da cidade, ele mostra cachoeiras, córregos e aventura “no meio do mato”.
O que talvez nem todos os seus quase 9 mil seguidores nas redes sociais saibam é que essa busca por lugares escondidos começou por um motivo bastante pessoal. Há pouco mais de dois anos, Regis decidiu transformar as próprias descobertas em conteúdo para as redes sociais, como uma maneira de aliviar a ansiedade e a depressão.
“Hoje estou bem melhor, bem tranquilo, mas era uma fuga, um remédio para a cabeça e alívio para a alma também”, conta.
A relação com a natureza já existia, mas ganhou outro significado quando ele passou a explorar lugares e registrar os caminhos até eles. Algumas descobertas aconteceram quase por acaso, sem roteiro ou indicação. Foi assim, por exemplo, que conheceu a Cachoeira dos Diamantes, em Rochedo.
Buscas pela natureza
“Antes de gravar os vídeos, por exemplo, em Rochedo, eu achei por acaso. Eu parei, olhei a orla, achei a Cachoeira dos Diamantes e filmei. Na época, ninguém ia muito para Rochedo gravar. Tem vários lugares que eu conheci assim. Hoje em dia, as pessoas indicam, mas, antes, era um sentimento de fuga, um refúgio para a cabeça”, relembra.
Com o tempo, aquilo que começou como uma maneira de encontrar tranquilidade também virou uma forma de apresentar a outras pessoas os cenários naturais que existem na região. Nos vídeos, Regis procura mostrar os detalhes dos trajetos, ajudando quem também deseja encontrar um lugar para se desconectar da correria e passar algumas horas em meio à natureza.
A atividade, no entanto, ainda não se tornou sua principal fonte de renda. Regis trabalha como motorista de aplicativo e mantém a produção de conteúdo nas horas vagas. No YouTube, já reúne pouco mais de 4,5 mil inscritos. “O YouTube ainda paga uma gasolina, digamos assim”, brinca.
Antes, Regis saía “caçando” os pontos turísticos. No entanto, o canal cresceu e, hoje, ele já recebe muitas indicações, especialmente de ciclistas.
Por fim, Regis afirma que continua procurando novos caminhos para respirar e encontrar a própria tranquilidade.
“Espero mudar a opinião daqueles que dizem que Campo Grande não tem nada [para fazer]. Tem, só não tinha alguém que divulgasse”, conclui.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)










