Artistas sul-mato-grossenses fazem campanha para que uma produção regional integre a programação do Festival do Rio 2026. Com poucas vagas disponíveis, a mostra abriu recentemente o período de inscrições, levando o elenco do filme “Não Me Lembro” a mobilizar o público nas redes sociais para tentar garantir espaço na programação.
A comédia romântica, dirigida por Fábio Flecha e gravada em Campo Grande pela Render Brasil, acompanha Téo (Bruno Moser), um arquiteto que perde a memória após um acidente e esquece até a própria orientação sexual. O elenco reúne nomes como Espedito Di Montebranco, Cláudia Ohana, Nany People e Maria Clara Gueiros.
Segundo o ator Espedito Di Montebranco, pernambucano radicado em Campo Grande, que integrou o elenco do remake da novela “Pantanal” (2022) e atua no longa-metragem gravado em Mato Grosso do Sul, a inscrição para compor a programação do evento já foi feita. Agora, os artistas aguardam a seleção e pedem apoio do público.
“O Festival do Rio é uma vitrine nacional do que há de melhor na produção brasileira. Mato Grosso do Sul tem avançado positivamente a cada dia no audiovisual, e o objetivo é mostrar que por aqui também produzimos com qualidade. O filme tem estrelas nacionais mescladas com as regionais, o que deu um tempero mais que bom”, descreve.

Vitrine dos nossos talentos
“Tema bom, direção segura, produção impecável, elenco afinado e com a nossa identidade. [Liev] Tolstói tem uma frase de que gosto muito: ‘Se queres ser universal, cante ou pinte a tua aldeia’. Estamos fazendo isso. Até porque MS tem uma geografia espetacular, que é pouco ocupada pelo cinema nacional: temos furnas, morros, águas cristalinas, pantanais e tantos atrativos que precisamos mostrar, além dos nossos atores e técnicos, que ainda são pouco conhecidos no Brasil”, complementa Espedito.
Fábio Flecha, diretor da obra, explica que o festival funciona como uma vitrine para os novos filmes e para as produções lançadas ao longo do ano. Segundo ele, a seleção do longa sul-mato-grossense pode impulsionar a participação de artistas e produções feitas no Estado em outros eventos, inclusive internacionais.
“Seria como se a gente estivesse numa vitrine muito boa, onde todo mundo pudesse ver o nosso trabalho desenvolvido aqui em Mato Grosso do Sul”, comenta.
“Participar do Festival será a confirmação de que MS entra em um novo patamar de produção cinematográfica, mostrando que conquistamos o espaço nacional que tanto desejávamos”, acrescenta Bruno Moser.
Campanha aberta
Pelas redes sociais, o Festival do Rio publicou um post perguntando ao público quais filmes gostaria de ver na programação de 2026. A mobilização do elenco de “Não Me Lembro” busca justamente incentivar os internautas a comentar o nome da produção na publicação.
O Festival do Rio é apresentado pelo Ministério da Cultura, pela Shell e pela Prefeitura do Rio. O resultado da seleção deve ser divulgado até o fim de agosto.
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(Revisão: Nichole Munaro)







