Em comemoração aos quatro anos de monitoramento de Alvinho, o raríssimo tamanduá-bandeira albino que vive em liberdade no Cerrado de Mato Grosso do Sul, a equipe do Icas (Instituto de Conservação de Animais Silvestres) está compartilhando curiosidades sobre o animal.
Uma delas é sobre o cuidado veterinário. O atendimento é diferente do realizado com outros tamanduás só porque ele é albino? O médico-veterinário Henrique Rivas compara a atenção dada a Alvinho com a de outros 30 tamanduás-bandeira não albinos monitorados.
O especialista explica que o albinismo é uma condição genética que reduz ou impede a produção de melanina, responsável pela pigmentação da pele e dos pelos. É por isso que Alvinho tem uma coloração tão diferente da dos outros tamanduás-bandeira.
“O que muda para um tamanduá albino é a pigmentação negra que os outros tamanduás têm na pele e nos olhos; o Alvinho não tem. Os cuidados veterinários com ele são muito similares aos dos outros animais”, explica.
“O que vamos tomar como especial é essa avaliação da pele para ver se não tem nenhuma lesão causada, por exemplo, pelo contato com o sol. Na visão, a gente avalia se não teve alteração nos olhos, algo que possa nos indicar algum tipo de lesão relacionada à falta de pigmentação, mas todo o restante é igual.”
Alvinho albino
Desde 2022, Alvinho tem sido acompanhado pela equipe do projeto de tamanduá-bandeira. “Aprendemos muito sobre sua vida, seu desenvolvimento e os desafios que ele enfrenta”, comentou a organização sobre o único tamanduá-bandeira albino catalogado no mundo.
Aliás, algumas das curiosidades já descobertas sobre Alvinho têm a ver com a sua pelagem. O projeto demonstrou que, no decorrer dos anos, os pelos do comedor de formigas acabaram ficando escuros.
Questionados sobre isso ser causado por mutação genética ou de forma natural, os profissionais do projeto Bandeiras e Rodovias, do Icas (Instituto de Conservação de Animais Silvestres), afirmaram: “Com o tempo, percebemos que, por ele dormir diretamente no chão, sua pelagem vai escurecendo gradualmente”.
Embora Alvinho ainda se mantenha mais claro que outros exemplares de sua espécie, o instituto também destacou que o escurecimento natural tornou, por consequência, sua camuflagem “ainda mais eficiente”.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








