Os sítios arqueológicos e os registros de arte rupestre do norte de Mato Grosso do Sul receberão um incentivo estadual de R$ 198 mil para pesquisa e resgate histórico da Rota Rupestre. O projeto vai investigar vestígios milenares localizados nos municípios de Alcinópolis e Rio Verde de Mato Grosso.
Os detalhes do repasse foram publicados no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (28). A concessão financeira partiu da Fundação de Cultura do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio do Fundo de Investimentos Culturais do Estado.
Marcada pela transição entre o Cerrado e o Pantanal, a Rota Rupestre abriga desfiladeiros, grutas e paredões rochosos que serviram de abrigo e tela para povos caçadores-coletores e agricultores há mais de 10 mil anos.
Oficialmente reconhecida por lei como a Capital Estadual da Arte Rupestre, Alcinópolis concentra dezenas de sítios catalogados pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Seus monumentos de arenito guardam milhares de pinturas e gravuras que datam de 2 mil a mais de 12 mil anos atrás, registrando animais, pegadas, rituais e símbolos geométricos. Os principais expoentes são:
- Parque Natural Municipal Templo dos Pilares: o principal cartão-postal arqueológico da região. Suas imensas formações rochosas lembram colunas de um templo e abrigam painéis complexos, com sobreposições de gravuras e pinturas rupestres policromáticas. Escavações no local confirmam vestígios contínuos de ocupação humana ancestral.
- Sítio Arqueológico Gruta do Barro Branco: localizado em uma área de rica vegetação e nascentes, este abrigo apresenta painéis bem preservados dentro de uma caverna, permitindo decifrar a rica iconografia de povos nômades pré-históricos.
- Gruta do Pitoco: famosa por suas galerias e passagens subterrâneas intrigantes, ela serve tanto para o turismo de aventura quanto para a contemplação de marcas deixadas pelos primeiros habitantes do centro do continente.
Já Rio Verde de Mato Grosso, que integra a mesma formação geológica da Serra de Maracaju, atua como um elo vital na expansão da pesquisa e do arqueoturismo regional. Juntamente com Coxim e Alcinópolis, a bacia do Alto Taquari formava corredores naturais de migração. Em Rio Verde, os rios e as encostas de morros escondem sítios que demonstram como esses grupos humanos aproveitavam os ricos recursos naturais do Cerrado e das áreas de transição pantaneira.
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(Revisão: Nichole Munaro)









