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Sabia? Confecção de viola e Banho de São João são patrimônios imateriais de MS

Iphan mantém um acervo com fotos, vídeos e publicações sobre as atividades
Karina Campos -
Patrimônios imateriais culturais brasileiros. (Divulgação, Iphan)

Mato Grosso do Sul é um berço de riqueza cultural que guarda tradições, celebrações e ofícios reconhecidos nacionalmente como patrimônios imateriais. Os registros podem ser consultados na plataforma digital “Bem Brasileiro”, do Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

O banco de dados contém fotos, vídeos, documentos e publicações sobre bens culturais registrados no país ao longo dos últimos 25 anos. Entre os destaques relacionados ao Estado, estão o Banho de São João de e e o choro de viola.

No acervo, o Estado aparece ligado a diferentes manifestações culturais, entre elas:

  • Banho de São João de Corumbá e Ladário;
  • Choro;
  • Modo de fazer viola de cocho;
  • Ofício dos mestres e mestras da capoeira;
  • Roda de capoeira;
  • Ofício das raizeiras e dos raizeiros do Cerrado;
  • Ofício, saberes e práticas das parteiras tradicionais;
  • Circo de tradição familiar;
  • Ofício das baianas de acarajé.

Banho de São João

O primeiro pedido para o registro de tornar o Banho de São João patrimônio imaterial brasileiro foi feito em 2008, pela Prefeitura de Corumbá. Esse apelo foi feito novamente em 2010 pela Fundação de Cultura e Turismo, pois já era considerado bem imaterial de Mato Grosso do Sul.

Mas a concretização aconteceu só em 2013, quando o Iphan concluiu o levantamento histórico sobre o bem, pesquisa documental em periódicos, bem como entrevistas com festeiros e imagens fotográficas de anos anteriores. Em 2018, a entidade prosseguiu com a consolidação do Dossiê Banho de São João.

Banho de São João às margens do Rio Paraguai. (Gustavo Messina, MTur)

Confecção da viola de cocho

Em 2009, o Iphan publicou o dossiê sobre a confecção da viola de cocho. O instrumento é produzido na região da bacia do Paraguai, em Corumbá, pelo Complexo Cultural do Cururu e do Siriri, que é uma das manifestações mais tradicionais do Estado.

A viola de cocho é esculpida artesanalmente a partir de um único bloco de madeira inteiriça. Os ritos do cururu e do siriri também contam com o acompanhamento do mocho, um banco de madeira usado como percussão, e do ganzá.

O cururu e o siriri são as manifestações folclóricas mais tradicionais da região pantaneira. Enquanto o cururu é um canto devocional masculino com desafios de violeiros, o siriri é uma dança festiva e aberta, praticada em roda por homens, mulheres e crianças ao som da viola de cocho.

Viola de cocho é um instrumento musical de forma e sonoridade, produzido na região da bacia do Rio Paraguai. (Mestre Lourenço, Divulgação)

Salvaguarda

Além de catalogar esses bens, o Iphan mantém um Painel de Monitoramento das Ações de Salvaguarda, que reúne iniciativas realizadas entre 2002 e 2025 para proteger e fortalecer essas manifestações culturais.

Conforme a plataforma, o conceito de salvaguarda envolve um conjunto de medidas destinadas a garantir que tradições, rituais, formas de expressão e conhecimentos continuem vivos e sejam transmitidos às futuras gerações.

No caso de Mato Grosso do Sul, uma das ações mais recentes foi a produção de um amplo registro audiovisual sobre mestres de capoeira considerados referências no Estado. O projeto entrevistou 23 mestres em diferentes regiões sul-mato-grossenses e resultou em um documentário.

Segundo o Iphan, além de ser um banco de dados para pesquisas, esse tipo de documentação fortalece a memória da capoeira no Estado e contribui para que histórias de vida, conhecimentos e tradições permaneçam acessíveis às próximas gerações.

Oficina com mestres e mestras da capoeira. (Divulgação, Iphan)

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(Revisão: Dáfini Lisboa)

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