Exploração noturna à casa da Bruxa da Sapolândia, em Campo Grande (MS), terminou com um integrante passando mal e precisando se afastar do local. A situação aconteceu durante uma visita coletiva à residência da maior lenda urbana da Capital, quando uma equipe de jovens decidiu investigar de perto as histórias que cercam o imóvel.
O ocorrido faz parte do Projeto Meia-Noite, criado para explorar lugares abandonados e desvendar mistérios de Campo Grande.
A visita em questão aconteceu no dia 18 de outubro, data em que a equipe realizou suas duas primeiras explorações: uma em um posto abandonado e outra na casa envolvida em relatos misteriosos. Segundo Borges Oficial, responsável pelo projeto, o clima dentro do imóvel chamou atenção de todos.
Em poucos minutos, o filmmaker começou a passar mal e foi o único integrante que não conseguiu permanecer no local. De acordo com Borges, o rapaz precisou ficar por um tempo em frente a uma igreja e só retornou depois de se sentir melhor.
O responsável pelo projeto também destacou uma particularidade na ocasião: o filmmaker teria sido o único a entrar na casa sem pedir licença. Segundo ele, respeitar os locais visitados e pedir permissão antes de entrar é uma das regras.
“Nosso filmmaker não conseguiu ficar no local, pelas histórias e pela energia negativa. Detalhe que ele foi o único que entrou no local sem pedir licença. E ficou na frente de uma igreja por um tempo, depois retornou mais tranquilo para continuar as filmagens. Acredite, é surreal aquele lugar, principalmente de noite. Sempre ao entrar em locais, pedimos licença, isso é uma regra da equipe”, detalha Borges ao Jornal Midiamax.
Veja:
Experiências de arrepiar
A exploração foi acompanhada por Marco, proprietário e responsável pelo local, que autorizou a entrada dos jovens e também concedeu uma entrevista. Durante a conversa, ele apresentou histórias relacionadas à chamada Bruxa da Sapolândia e falou sobre elementos que, segundo os relatos, fazem parte dos mistérios do imóvel, como ossadas, crucifixos e até um suposto túmulo escondido que ainda estaria enterrado na propriedade.
Para o rapaz, a experiência foi intensa. Ele afirma que todos os integrantes sentiram uma espécie de energia pesada dentro da casa, especialmente durante a visita noturna. O grupo promete divulgar o registro completo da exploração no canal recém-criado, com detalhes da conversa e das situações vividas durante a investigação.
Leia mais detalhes sobre a lenda:
Mas a Casa da Bruxa não foi o único cenário de acontecimentos curiosos. Em outra exploração, os jovens encontraram uma Bíblia Sagrada queimada em um imóvel aparentemente esquecido. Já em uma terceira experiência, um dos participantes teria escutado uma voz feminina mandando o grupo deixar determinado local.
O episódio da voz ainda intriga os integrantes. Segundo Borges, a equipe está investigando o lugar, reunindo informações e tentando entender o que pode ter acontecido. A intenção é juntar as peças para descobrir a origem do som e esclarecer o mistério envolvendo a suposta presença feminina.

Vigia quis investigar mistérios da meia-noite em Campo Grande
A ideia de criar o Projeto Meia-Noite, curiosamente, surgiu de maneira espontânea. Borges trabalhava como vigilante e fazia rondas durante a madrugada em um bairro próximo ao Residencial Damha. Como já tinha um número considerável de seguidores nas redes sociais, decidiu fazer uma enquete para saber se o público teria interesse em acompanhar aquele tipo de conteúdo, e a resposta acabou dando origem ao projeto.
Atualmente, a equipe é formada por cinco pessoas, incluindo o próprio Borges Oficial, que assume a liderança do grupo. Os integrantes começaram as atividades em 18 de outubro e têm como proposta explorar casas abandonadas, investigar lendas urbanas e conhecer lugares misteriosos de Campo Grande.
Questionado sobre nomes, Borges não revela o seu nem o de nenhum outro integrante da equipe, assim como as idades, que também opta por manter em sigilo.
Mesmo com pouco tempo de atividade, o projeto já despertou o interesse do público. Ele diz que diariamente recebe mensagens de pessoas interessadas em integrar a equipe e, apesar da procura, afirma que o grupo já está completo e não pretende abrir o número de participantes neste momento.
Enquanto isso, os integrantes prometem novas explorações e a divulgação dos registros feitos nos primeiros episódios, destacando imóveis esquecidos, objetos curiosos, relatos de moradores e acontecimentos ainda sem explicação para mostrar esse lado mais “sombrio” de Campo Grande.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








