A Organização das Nações Unidas (ONU) informou, nesta quarta-feira (19), que um número recorde de profissionais humanitários foi atacado no último ano, em parte devido ao aumento no uso de drones armados. Ao todo, 907 profissionais foram mortos, feridos ou sequestrados em 2025.
Os novos dados foram classificados como “chocantes” pela ONU. Dos 907, 350 foram mortos, uma leve queda em relação aos 387 registrados em 2024, número recorde. Os dados são da Aid Worker Security, uma plataforma que compila os principais incidentes de segurança que afetam os profissionais humanitários.
António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, comentou que “servir ao próximo tornou-se mais perigoso do que nunca” e instou os países a respeitar as regras da guerra. O chefe de ajuda humanitária da ONU, Tom Fletcher, disse que a proliferação dos drones armados em conflitos aumenta os riscos aos profissionais.
Um trabalhador humanitário francês morreu em março após ser atingido por ataques de drones em Goma, no leste da República Democrática do Congo. Gaza foi o local mais letal para os profissionais, com 186 mortos.
Segundo a agência da ONU para refugiados palestinos, pelo menos 393 funcionários foram mortos no local desde o início da guerra entre Israel e Gaza, em 7 de outubro de 2023. Israel afirmou que não mede esforços para evitar todas as baixas entre civis enquanto combate militantes do Hamas em Gaza.
*Com informações da Agência Brasil.
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(Revisão: Nichole Munaro)






