Neste sábado (3), a polícia indiana deteve manifestantes durante o segundo dia de protestos em Nova Deli contra alterações no cadastro eleitoral do país. O ato é liderado por organizações ligadas à geração Z e grupos de oposição que acusam a gestão do primeiro-ministro Narendra Modi de manipulação para favorecer seu partido.
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O grupo exige a saída imediata do presidente da Comissão Eleitoral da Índia, Gyanesh Kumar. Cerca de 100 manifestantes romperam barreiras de segurança e entoaram palavras de ordem contra as autoridades locais, o que resultou em intervenções truculentas da polícia com detenções à força.
Além disso, figuras políticas e ativistas de destaque, como o parlamentar independente Kapil Sibal, a líder estudantil Neha Bora e os militantes Prashant Bhushan e Yogendra Yadav, marcaram presença no ato. A princípio, as autoridades policiais não divulgaram o número exato nem as identidades dos detidos.
À Reuters, Neha Bora disparou: “Primeiro, retiraram pessoas da lista de eleitores e agora não estão nos deixando protestar contra isso. Isso é inaceitável”.
Por sua vez, o chefe da Comissão Eleitoral, Gyanesh Kumar, preferiu manter o silêncio e não comentou as manifestações nem as pressões por sua renúncia. A onda de revolta reflete um processo nacional de verificação iniciado no ano passado, que, segundo críticos, teria excluído milhões de eleitores legítimos dos pleitos.
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(Revisão: Nichole Munaro)








