O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, publicou nesta quinta-feira (20) um vídeo em que faz um tour no local onde palestinos acusados de ataques terroristas devem ser executados. A prática foi aprovada na legislação do país recentemente.
Nas imagens, Ben-Gvir passa pelo local, que aparece borrado, para não ser identificado, e afirma que “é aqui que os terroristas serão executados. Teremos uma forca, salas para que as vítimas do crime possam vir e assistir, igualzinho nos EUA”.
O extremista afirma “estar cumprindo nossas promessas”. Ben-Gvir tem um longo histórico de falas racistas contra palestinos e árabes. O vídeo está em formato de propaganda eleitoral, já que Israel terá eleições gerais no dia 27 de outubro.
O político já foi criticado várias vezes pela comunidade internacional devido às suas falas e ações. Ele foi sancionado por países como Reino Unido, Austrália, França, Canadá, Irlanda e Noruega.
O ministro israelense ficou proibido de entrar na França depois de ter publicado um vídeo mostrando ativistas da flotilha humanitária, que tentavam romper o bloqueio de Gaza, detidos com as mãos amarradas e a testa apoiada no chão.
No último domingo (16), Ben-Gvir disse abertamente que Israel deveria matar “de 30 a 40” pessoas todos os dias na Faixa de Gaza e construir assentamentos em territórios palestinos. O direito internacional não permite a construção de assentamentos em países nos quais os territórios foram ocupados, decisão feita na Convenção de Genebra.
Ben-Gvir continua mantendo o cargo de ministro apesar das contínuas falas racistas, pois seu partido, o Otzma Yehudit (Poder Judaico), sustenta a maioria parlamentar da qual o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu precisa para governar. Pesquisas relacionadas à eleição de outubro mostram que Netanyahu deve perder sua maioria no Knesset, o Parlamento israelense.
*Com informações da Folha de S. Paulo.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)






