O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer provocações ao Irã em relação ao Estreito de Ormuz nesta terça-feira (18). Em uma postagem na rede social X (antigo Twitter), Trump coloca a via marítima como “novo território dos EUA”.
Na imagem, é possível identificar a região de Ormuz e os golfos do Pérsico e do Omã com um círculo sobre a via marítima, intitulada “Novo território dos EUA”. O Irã também é mostrado na montagem. A publicação foi feita nos perfis oficiais de Trump e da Casa Branca.
O vice-ministro das Relações Exteriores iraniano, Kazem Gharibabadi, afirmou que “em breve, sua ilusão a respeito do Estreito de Ormuz será corrigida, ou nós corrigiremos as ilusões desse iludido”.
De acordo com o direito internacional, os EUA não têm permissão para tomar posse do Estreito de Ormuz apenas por uma declaração. A Carta da ONU ainda proíbe a ameaça ou o uso da força contra a integridade territorial de outros países.
A imagem foi compartilhada após Trump alegar que declararia Ormuz como território dos EUA e em meio a uma escala da guerra no Oriente Médio. O conflito está próximo de completar seis meses.
Algumas ações implicam o andamento do conflito. A mudança de postura do Irã para uma mais ofensiva, caso as negociações falhem, e a ameaça de um bombardeio no Omã por Trump, caso o país entre em acordo com o Irã para regulamentar a gestão de Ormuz, mostram que as tensões irão continuar.
Estreito de Ormuz
O estreito é uma rota marítima localizada entre o Irã e a Península Arábica. Ela conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, dando acesso ao Mar Arábico e ao Oceano Índico.
Ormuz é considerado uma das principais rotas da indústria mundial de petróleo. Cerca de 20% do petróleo consumido no planeta passa pela região, e grandes produtores dependem da rota para transportar parte da produção para outros mercados.
Em termos territoriais, Ormuz é dividido entre Irã e Omã, mas o direito internacional permite a livre circulação de embarcações e aeronaves no estreito para o comércio internacional.
Segundo a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, os países que ficam às margens dessas rotas não podem impedir ou suspender a passagem. O Irã assinou o acordo, mas não o ratificou.
*Com informações do G1.
💬 Fale com os jornalistas do Midiamax
Tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta para o Jornal Midiamax?
🗣️ Envie direto para nossos jornalistas pelo WhatsApp (67) 99207-4330. O sigilo está garantido na lei.
✅ Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para nos encontrar nas redes sociais:
Instagram, Facebook, TikTok, YouTube, WhatsApp, Bluesky e Threads.
(Revisão: Dáfini Lisboa)






