O grupo de rifas de veículos de luxo que tinha os irmãos Razuk como membros teve R$ 500 milhões bloqueados pela Justiça durante operação da Polícia Civil que levou Eduardo e Rafael Razuk para a cadeia nesta terça-feira (18), em Campo Grande.
Conforme informações obtidas pelo Midiamax, o bloqueio de bens que pode ultrapassar R$ 500 milhões inclui terrenos e dois prédios. Outros dois influenciadores do Rio de Janeiro e da Paraíba foram alvo da ação. Cerca de 18 veículos foram apreendidos pela polícia durante a operação.
A operação é da Polícia Civil contra lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de jogos de azar. O irmão do influencer foi preso no bairro Vilas Boas, onde dois veículos, uma Ranger e um Mini Cooper, foram apreendidos. Dois mandados de prisão em Campo Grande foram cumpridos.
Conforme informações passadas para o Midiamax, um galpão na Vila Morumbi, com mais de 30 veículos, também é alvo dos policiais, e os carros serão apreendidos. Os veículos são avaliados em mais ou menos R$ 10 milhões. Um dos carros apreendidos, uma Kombi, foi avaliado em R$ 300 mil.
Já uma BMW apreendida foi avaliada em mais de R$ 1 milhão e outro veículo, um Arteon, foi avaliado em mais de R$ 900 mil.
Ainda conforme informações, outros mandados no interior do Estado estão sendo cumpridos. Não há informações de outras pessoas terem sido presas durante a operação. O influencer é conhecido por fazer rifas de veículos.
Rifas ilegais
Eduardo Razuk já havia sido alvo da polícia por realizar rifas ilegais no Brasil. Na época, em 2020, um portal de notícias havia denunciado a prática do homem.
Entretanto, no início de 2021, Razuk voltou a realizar rifas de carros, de modo ilegal. Na ocasião, segundo o portal UOL, o homem, por meio de um segundo perfil, promoveu uma rifa com a venda de 20 cotas, cada uma no valor de R$ 50, totalizando cerca de R$ 1 milhão.
O prêmio seria um Ford Mustang Black Shadow, que no mercado valia, na época, cerca de R$ 356 mil. Entre as polêmicas, Razuk foi alvo da polícia após dirigir a 120 km/h em várias ruas de Campo Grande em 2020. Na época, devido à pandemia da covid-19, havia o toque de recolher, desrespeitado pelo influencer, que foi alvo de inquérito policial.
O influenciador chegou a abrir duas empresas para continuar promovendo as rifas de forma legal. Contudo, uma empresa de construção civil e coleta e tratamento de resíduos, registrada em nome do irmão de Razuk, também preso nesta terça (18), estava recebendo o dinheiro da rifa.
A empresa, porém, não estava regulada para atuar nesse tipo de atividade.
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(Revisão: Dáfini Lisboa)








