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Polícia

Alvo de operação da PF, ‘Fio do Bigode’ ostentava vida de luxo nas redes sociais 

'Fio do Bigode' fez vídeo brincando de ser preso em outubro do ano passado
Rodrigo Santos, Lívia Bezerra -

Um dos alvos da Operação Nexum, deflagrada pela PF (Polícia Federal) nesta quarta-feira (9), em , identifica-se como “Victor – Fio do Bigode” nas redes sociais, onde revela uma vida de ostentação. Inclusive, há quase um ano, o investigado usou seu perfil para publicar vídeo brincando de ser preso.

A operação mira uma organização criminosa que vendia mercadorias eletrônicas do Paraguai e extorquia clientes. Diversos produtos eletrônicos foram apreendidos durante o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão e dois de prisão. Um terceiro investigado foi submetido a monitoramento eletrônico.

Nas redes sociais, um dos investigados afirma que vende produtos de alto padrão e tem mais de 1,5 mil negócios no ‘fio do bigode’. Ele também declara que possui crediário próprio, semanal ou quinzenal. Algumas das publicações revelam a ostentação de uma vida de luxo, com viagens para Fernando de Noronha, cruzeiro pelo litoral do Brasil, Jericoacoara e outros estados brasileiros.

Em outubro, Victor publicou um vídeo brincando de ser preso. “Mercado em choque: Fio do Bigode detido por segurar o estoque do iPhone 17 Pro Max”, escreveu o investigado, simulando manchete de um jornal.

Outra postagem de Victor revela a comercialização de R$ 1 milhão em mercadoria. “Aqui não tem conversa fiada: é confiança, porque sua palavra, pra mim, vale mais que qualquer contrato”, escreveu na publicação.

No dia 14 de fevereiro, o investigado gravou um vídeo na beira da piscina de casa e anunciou a chegada de mercadoria. Na legenda, ele ainda escreveu: “No Fio do Bigode, onde fazer o certo é tão sagaz que até parece coisa errada”.

Nesta quarta (9), policiais federais, juntamente com uma equipe da Receita Federal, estiveram em uma residência no bairro Los Angeles, onde apreenderam eletrônicos e perfumes.

O Jornal Midiamax acionou a defesa de Victor, que também representa a defesa do segundo investigado, mas foi informado que ainda não teve acesso aos autos da operação.

Investigações

De acordo com a PF, a operação visa reprimir um grupo suspeito de promover a internalização irregular de mercadorias eletrônicas oriundas do Paraguai e vendê-las de forma parcelada e informal. Posteriormente, os criminosos cobravam as dívidas com ameaça e, inclusive, usando arma de fogo de grosso calibre.

As investigações identificaram que o grupo divulgava as mercadorias nas redes sociais e cobrava os clientes com ameaças. Eles também teriam feito empréstimos informais e praticado extorsão. Além disso, a polícia identificou indícios de tráfico de drogas, posse e porte irregular de armas de fogo e lavagem de capitais.

A Operação Nexum conta com mais de 50 policiais federais de várias unidades da Superintendência Regional de Mato Grosso do Sul e apoio da Receita Federal.

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(Revisão: Nichole Munaro)

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